Mostrando postagens com marcador Suave. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suave. Mostrar todas as postagens

16.6.14

Suave - Capitulo 29 - Último - Happy BDay Mand!!

 
~

– PARE O avião!

Demi levantou a cabeça e olhou pela janela do jatinho.

Joe apareceu, correndo, sacudindo os braços, fazendo sinais para o piloto.

– Pare o avião!

– Quem é esse palhaço? – O piloto perguntou ao copiloto, através da porta entreaberta da cabine, enquanto completavam a checagem dos instrumentos de voo.

Com o coração na boca, Demi se levantou depressa.

– Ele está comigo. Não levante voo.

– Desligue os motores. – disse o piloto ao copiloto.

Demi correu até a porta e agarrou a barra para abri-la.

– Como é que se abre esta coisa?

– Espere – disse o copiloto, aproximando-se para ajudá-la. – O que está acontecendo?

– Eu não sei – disse Demi, mas esperava, ah, esperava, que aquela fosse a segunda chance dela.

A porta abriu e, com isso, a escada desceu automaticamente.

Demi correu escada abaixo, enquanto Joe subia. Os dois se encontraram no meio do caminho e se olharam.

Seria possível…? Ela não tinha ideia de por que ele a impedira de partir, mas não conseguia deixar de esperar que fosse para pedir desculpas.

– O que foi? – perguntou ela. – Taylor o rejeitou e você veio procurar a sua segunda opção?

– Não – disse ele. – Eu vim me desculpar por ser o maior idiota do mundo.

Ela sentiu o sangue lhe subir à cabeça e pulsar nos ouvidos de uma forma tão ensurdecedora, que quase a impedia de ouvi-lo. Demi perdeu o fôlego e se sentiu atordoada. – Você, às vezes, é bem sem noção – admitiu ela.

– Não mais – disse ele.

– A respeito de Taylor?

– A respeito de você.

– De mim? – murmurou ela.

– É você que eu quero. É de você que eu preciso.

– Você espera que eu acredite?

– Demi. – Ele passou a mão na cabeça, com um ar angustiado. – Eu fico desesperado por saber que a magoei.

– Você só vai me magoar se o que estiver me dizendo não for sincero.

Joe caiu de joelhos no degrau e juntou as mãos, em um gesto de súplica.

– Demi Lovato, nunca na minha vida eu declarei amor por uma mulher.

Amor! Ela sentiu o coração dar um salto.

– Nem mesmo à sua mãe ou às suas irmãs?

– Você sabe o que eu quero dizer. Preste atenção.

– Nem mesmo à Taylor?

– Não.

– Nem quando chegou ao casamento?

– Não, porque eu percebi que, apesar de amar a Taylor…

Haley tomou fôlego, colocou a mão no coração e sentiu-o falhar.

– … Eu não a amo no sentido de amar. Eu a amo como amiga, e nada mais. Foi nesse ponto que eu me enrolei. Eu tinha sentimentos por Taylor, mas não compreendia que eles eram de amizade, e não de amor romântico.

Demi cruzou os braços.

– Levou muito tempo para você perceber isso.

– De fato, não – disse ele. – Só levou muito tempo para eu admitir. Eu comecei a me apaixonar por você naquela tarde em Divers’ Beach. Só estava com medo de admitir, com medo de estar repetindo o antigo padrão, já conhecido, de passar de uma mulher para outra assim que as coisas começavam a ficar sérias.

– Como sabe que não está fazendo isso agora?

– Porque eu nunca conheci alguém como você. Nunca senti o que estou sentindo.

– Eu não estou convencida – falou ela, ignorando o coração alvoroçado. Como desejava acreditar nele!

– Eu chamei o meu barco de Segunda Chance.

– Por causa de outra mulher.

– Taylor pode ter me mostrado o caminho – disse ele. – Mas a jornada me levou até você.

– A-hã. – Ela estava tentando, desesperadamente, mostrar-se indiferente, quando tudo o que queria era jogar-se nos braços dele e beijá-lo, até que os lábios dos dois estivessem em carne viva. – Demi, eu sei que estou lhe pedindo para esquecer muitas coisas… – Como o fato de você ser um mulherengo.

– Fui. Isso, definitivamente, é passado.

– Como vou saber se você não vai mudar de ideia?

– Eu nunca disse a uma mulher que a amava. Não no sentido romântico. Apesar de todos os meus defeitos, eu nunca disse isso para levar alguém para a cama. O amor tem significado para mim.

– Nem para a Taylor?

– Nem para a Jackie. Só para você, Demi. Você é única. Eu amo você. Demi umedeceu os lábios.

– Joe.

O medo brilhou nos olhos dele, como se de repente lhe tivesse ocorrido algo incompreensível.

– Ah – disse ele, parecendo totalmente arrasado. – Você não me ama.

Ela não poderia continuar torturando-o daquele jeito.

– Seu bobo, claro que eu o amo.

– Como um homem pode saber disso? Ainda mais quando você se deu o trabalho de dizer que eu não sirvo para você?

– Eu estava tentando me proteger.

– Mas você me ama. – O rosto dele se iluminou com um enorme sorriso.

– Amo.

Ele a puxou para os braços e a beijou ali mesmo, na escada do avião. Um beijo longo, provocando-a com a língua.

– Muito bem – disse ela, interrompendo o beijo com um suspiro de relutância. – Precisamos deixar

algo claro.

– Sou todo ouvidos.

Ela fitou os maravilhosos olhos cor do mar.

– Eu não sou uma pessoa fácil de conviver.

– A-hã. – Ele lhe mordeu o lóbulo da orelha.

O pulso de Demi acelerou.

– Eu tenho firmes convicções.

– Não se preocupe. Eu sei como fazê-la relaxar.

Claro que ele sabia. Ele lhe ensinara que era certo se divertir de vez em quando. Que a vida não precisava ser um quadro sombrio preenchido apenas por responsabilidades e expectativas. – Tenho tendência a julgar primeiro e a dar segundas chances de má vontade.

– Eu sei. – Ele acariciou os ombros dela.

– Eu tive uma péssima experiência com um homem rico. Eu o classifiquei na mesma categoria, mas você me enganou.

– Você está admitindo que estava errada?

– Não fique tão orgulhoso. Você também tem defeitos.

– Quem? Eu? – Ele deu um beijo na ponta do nariz dela.

– Você é dado a grandes gestos, como aparecer correndo e tentar parar um avião.

– Réu confesso.

– Não é algo inteligente de se fazer.

– Funcionou, não foi? – Ele fez cócegas em Demi, e ela riu. – Mas você está certa a meu respeito. Eu era um homem arrogante, acostumado a fazer o que queria e a ser adorado.

– Eu não achava.

– Achava, e tinha razão, mas, graças a você…

– E à Taylor… Foi ela quem lhe deu o empurrão que você precisava para ir para St. Michael. Eu devo a ela um presente de agradecimento.

– Eu só estou agradecido por ter reconhecido o que sentia por você. Sinceramente, acho que aconteceu no dia em que você foi derrubada pela retranca.

– E você me fez respiração boca a boca.

Ele a encarou e a abraçou com firmeza.

– E quero continuar fazendo isso pelo resto das nossas vidas.

Que palavras românticas! Elas atingiram o coração de Demi como uma flecha.

– Para mim – disse ela –, foi naquela noite em que jogamos Eu Nunca… e eu lhe contei o meu segredo vergonhoso, e você não me julgou ou condenou. Pelo contrário, você me apoiou e me acalentou. Naquela noite, eu descobri que era mais do que sexo ou uma paixão passageira. – Mas o sexo é ótimo, certo? – Ele franziu as sobrancelhas.

– Nem chega perto.

– Não? – Ele pareceu tão desconsolado, que ela quase soltou uma gargalhada.

– É o sexo mais incrível que eu já fiz.

– Para mim também. – Ele deu uma piscadela. – E isso diz alguma coisa.

Ela lhe deu um soco no braço, de brincadeira.

– O que acha de devolvermos o avião aos pilotos e voltarmos ao Segunda Chance? – perguntou Joe.

– Sob uma condição – disse Demi.

– Qual é?

– Vamos mudar o nome do barco.

– Você não sabia? Dá azar mudar o nome de um barco.

– Você já mudou uma vez e teve muita sorte. Você não é supersticioso, é?

– Não quando estou com você. Que nome devemos dar?

– Que tal Felizes para Sempre?

– Foi exatamente o que eu pensei.

Ele a abraçou outra vez e a beijou longa, doce e intensamente, até que Demi soubesse, no fundo do coração, que, a partir dali, os dois velejariam tranquilamente.

~

Awn a mini-fic acabou :(( quem vai sentir falta??? eu vou o/ bom, mais tarde, eu irei colocar de novo algumas sinopses das mini-fics para vocês escolherem, ainda estou tentando escrever o capitulo de "A Sexóloga" e prometo que assim que eu terminar eu posto :)

Happy Birthday Mand!!!

Bom, pra quem não sabe, a Mand, foi quem me ajudou a postar essa mini-fic para vocês e me ajudou com ideias para os capítulos de "A Sexóloga" e ontem ela fez aniversário, então, Mand minha linda, primeiro queria te pedir desculpas por não ter te dado os parabéns antes e não agora atrasado, eu não pude entrar muito no not ontem... bom, eu queria lhe desejar um Feliz Aniversário, que vc tenha muitos anos de vida, muita paz, saúde, amor, sucesso, felicidades, que vc consiga realizar todos os seus sonhos, alcançar todos os seus objetivos de vida, que Deus lhe abençoe hoje e sempre, que sua vida seja repleta de felicidades e todas as outras coisas boas desse mundo. Estou lhe mandando agora um beijo e um abraço virtualmente, sinta se muito abraçada por mim... Beijoos minha linda, obrigada por me ajudar, obrigada por tudo. Happy Birthday!!!

Beijoos para todos os meus lindos, eu amo todos vocês!! e eu deixo vocês me baterem pq eu ainda não tive a coragem de responder os milhares de comentários que eu recebi hahahaha

15.6.14

Suave - Capitulo 28 - MARATONA 5/5

 
~

ERAM 15H45.

Com quinze minutos de antecedência, Joe entrou no estacionamento do Píer 16, onde o casamento de Taylor seria celebrado a bordo do Anêmona do Mar. A cabeça de Joe estava ocupada com doces lembranças de Demi.

Ele ficou sentado dentro do carro alugado e pegou o celular para ligar para ela. Soltou-o. Pegou-o outra vez e se lembrou de que sequer sabia o número do celular de Demi. Como podia estar louco por uma mulher e não saber o número do celular dela?

Hum, como você pode estar louco por ela se está aqui para dizer a Taylor que a ama?

Era isso, não era?

Ele desligou o celular e olhou o relógio digital: 15h47. Os convidados do casamento passavam por ele, a caminho do Anêmona do Mar. Uma música apropriada para casamentos soava no ar… Que surpresa: Os Carpenters. Parecia muito romântico e sentimental para Taylor.

Por que ele não saía do carro correndo e subia a prancha, exigindo que interrompessem o casamento? Declarando que falava agora em vez de se calar para sempre?

Ele tamborilou os dedos sobre o volante, sentiu um nó na garganta. Demi dissera que o estilo de vida no mar não era para ela, mas ele vira como ela se sentira ao olhar para os golfinhos: livre, cheia de vida, feliz. Ela dissera que um dia iria querer casar e ter filhos, e, pela primeira vez na vida, Joe percebeu que era isso que ele também queria.

Um carro puxando um pequeno trailer estacionou atrás dele. Um homem alto, de cerca de 30 anos, usando um aparelho na perna, saiu do banco do passageiro e se dirigiu ao navio. Joe reconheceu o meio-irmão mais velho de Taylor, Logan, mas não chamou o antigo veterano da guerra do Iraque. Logan parecia um homem que ia a caminho de uma missão, com o rosto contraído em uma expressão sombria.

Joe sabia que ele e Taylor tinham muito em comum: pais divorciados, meios-irmãos e irmãs e o amor pelo mar. Eles seriam perfeitos juntos. Mas, quando ele fechava os olhos, Taylor não era a loura que ele via. Pelo contrário, era Demi que, com os cabelos cor de mel, enevoava a visão dele.

Demi, que fizera o sangue de Joe correr com fúria.

Logan falou com um atendente que encaminhava as pessoas, na beira da prancha, e se dirigiu a um dos prédios do píer. Eram 15h50. Joe ficou sentado dentro do carro.

Taylor e Logan saíram juntos do edifício. Estavam tendo uma discussão acalorada. Taylor usava um elegante vestido branco e estava extremamente linda.

Joe sentiu… Diabos. Ele não sentiu nada: apenas ficou feliz por ela.

Nem desejo. Nem atração sexual. Nem ânsia. Nem desespero.

Em vez disso, pensou em Demi.

Ele não sabia dizer por que ela o atraía tanto. Claro, ela era bonita, mas ele já estivera com mulheres mais belas – Taylor era uma delas. Talvez fosse porque Demi não gostava dele, e ele não suportava saber que alguém o rejeitava. No início, ele fizera de tudo para impressioná-la, e, quanto mais ele tentara, menos impressionada ela ficara. Só quando deixara de tentar, ele começara a desarmá-la.

Joe se lembrou de como tinham se divertido. Velejando, localizando os golfinhos, jogando e bebendo, salvando o manati, explorando o farol.

Fazendo amor.

Uma batida na janela assustou Joe.

Ali estava Taylor, com um enorme sorriso no rosto. Ela abriu a porta.

– Jor!

Ele saiu do carro, e ela o envolveu em um abraço entusiástico.

– Estou tão feliz por você ter vindo. Você veio, e Logan veio com a namorada. Os dois homens de quem eu mais gosto no mundo, além de Harry, claro. – Taylor corou com intensidade.

Nunca, em todos os anos que a conhecera, Joe vira Taylor corar.

– Estávamos atrasando o casamento alguns minutos para que Logan e a namorada pudessem se juntar a nós. – Taylor abriu os braços como se quisesse abraçar o mundo inteiro. – Agora que você também está aqui, o dia do meu casamento está perfeito.

– Taylor, eu… – É isso aí. Essa é a parte em que você diz a ela que a ama e que não quer que ela se case com o tal Harry.

– Sim? – O sorriso dela era luminoso como o sol.

Joe engoliu em seco, um tanto atônito.

– Estou feliz por você.

Era verdade. Ele estava feliz por ela.

Taylor passou o braço pelo dele e o puxou na direção do Anêmona do Mar. Atordoado, ele se deixou levar. Ele não estava apaixonado por Taylor. Nunca estivera. Não no sentido romântico. Ele a admirava e respeitava, e os dois eram amigos, mas ele nunca sentira por Taylor o que sentia por Demi.

– O que foi? – perguntou Taylor. – O que há de errado?

Ele contou tudo a ela.

– Você veio até aqui para estragar meu casamento?

– Sim, mas eu não quero mais fazer isso. Pelo seu rosto, posso perceber que você está loucamente apaixonada por Harry.

– Estou – disse ela com uma convicção que o impressionou. – Agora, fale-me a respeito de Demi.

Ele deu um enorme sorriso.

– Ela é a mulher mais incrível que eu já conheci.

– Você está apaixonado por ela.

– Estou – admitiu ele.

– Então, qual é o problema?

Joe sacudiu a cabeça.

– Ela não me ama.

Taylor suspirou e balançou a cabeça.

– Homens. Vocês são impossíveis.

– Como assim?

– Você disse a ela que vinha até aqui para impedir o meu casamento, não disse?

Ele concordou sem nada dizer.

– Ela pensa que você está loucamente apaixonado por mim. Ela acha que você está fazendo um gesto muito romântico.

– Eu ia…

– Mas, ao longo do caminho, você se apaixonou por ela.

– Me apaixonei.

– Mas teve medo de que, se demonstrasse o que sentia por ela, isso queria dizer que eu estava certa sobre você, ao acusá-lo de ser um playboy emocionalmente instável.

– É… – Joe abaixou a cabeça e colocou a mão na nuca.

– Bem, pense sobre isso sob o ponto de vista dela. Se ela está apaixonada por você, com certeza não vai admitir isso enquanto acreditar que você está apaixonado por outra mulher ou é um playboy emocionalmente instável.

Taylor tinha razão.

– Você acha… – Ele hesitou, com o coração acelerando. Seria verdade? Demi poderia estar apaixonada por ele? Joe tinha medo de ter esperanças.

– Acho – disse Taylor.

– O que devo fazer?

– Diga a ela como se sente. – Ela o viu contrair o queixo. – Não deixe que o medo o impeça. Eu sei que, no passado, você tinha dificuldades para assumir compromisso…

– Não é questão de compromisso – disse ele. – Eu quero Demi mais do que qualquer outra coisa na vida. Estou tentando resolver se volto para o aeroporto antes que ela levante voo ou se fico para o casamento.

Taylor apontou para o carro.

– Vá.

– E se ela já tiver partido?

– Pegue o próximo avião e vá atrás dela.

Ele encarou a amiga. Taylor, verdadeiramente, era uma boa amiga.

– Você não se importa?

– Eu lhe dou uma pancada na cabeça se você não for. Eu precisei aprender da maneira mais difícil, Joe. Quando você encontra alguém que o ama incondicionalmente, com todos os seus defeitos e qualidades, nunca o deixe ir embora.

~

 
~

JOE PEGOU o carro alugado e correu até o aeroporto, ultrapassando o limite de velocidade permitido e rezando para não ser parado e multado. Conseguiria convencer Demi a perdoá-lo? Ele fora tão burro. Tão cego para o que estava tão evidente.

Ele a abandonara no aeroporto para correr atrás de outra mulher. Idiota. Ele a tratara com crueldade. Depois da maneira como a tinha tratado, não merecia uma segunda chance, não era digno de sequer pedir perdão.

Mas precisava tentar. Não podia deixar que ela lhe escapasse por entre os dedos.

E se o avião já tivesse decolado? Provavelmente já decolara, apesar do atraso causado pelo tempo.

Bem, se o avião já tivesse decolado, ele pegaria outro e iria para St. Michael, atrás dela. Esperava que o avião ainda não tivesse partido. Não podia esperar para abraçá-la de novo, ainda que tivessem se passado apenas poucas horas. Beijá-la mais uma vez. Dizer que a amava.

Porque ele a amava com uma intensidade que lhe tirava o fôlego.

Seria bem-feito se ela não o perdoasse. Ele sentiu uma pontada no peito e apertou a mão no volante. Não. Não suportava pensar nisso. Ela iria perdoá-lo. Ele tinha de convencê-la. Ganhar o amor de Demi era a missão mais importante da vida dele.

A única missão que realmente importava porque, sem ela, ele era apenas metade do homem que poderia ser.

Com o pulso acelerado, ele entrou no estacionamento do aeroporto. Pulou do carro e correu até o hangar da companhia aérea.

– O voo fretado para St. Michael – Ele gritou para a recepcionista. – Ainda não saiu?

– Está se preparando para partir.

Ele correu para a porta que dava para a rampa de embarque, onde estava escrito: Uso Exclusivo – Funcionários.

– Senhor! Senhor! – A recepcionista levantou-se rapidamente. – O senhor não pode entrar aí. O avião vai começar a taxiar. Senhor! Se o senhor entrar na rampa, eu vou chamar a segurança.

~

Penúltimo da mini-fic, se vocês comentarem, posto o ultimo ainda hoje... Beijooos <3

Suave - Capitulo 27 - MARATONA 4/5

 
~

DEMI SORRIA, sorria e sorria, mas não passava de fingimento.

Por dentro, o coração doía, e o enjoo se instalara no estômago. Na noite passada, ela mandara a precaução às favas e deixara que o corpo comandasse o comportamento. Erro. Tremendo erro. Por que estava surpresa?

Ela pedira aquilo, mas não previra o quanto ir embora lhe doeria.

O vento jogou o cabelo dela contra o rosto, mas ela manteve os olhos fixos no mar. Ela ficaria bem. Sobreviveria. Era forte.

Uma lágrima rolou pelo rosto de Demi. Ela a enxugou rapidamente. Chega de insensatez. Já chorara tudo o que poderia chorar por causa dele.

Ela abraçou os joelhos e sentiu o perfume da camiseta de Joe, que vestira por cima do biquíni rosa. Não havia como escapar dele. Não no barco.

A terra estava logo adiante. Logo, a aventura estaria terminada.

Joe atravessou a Corrente do Golfo como uma faca quente cortando manteiga gelada. Demi não conseguia deixar de olhá-lo de soslaio. O vento soprava os cabelos dele para longe do rosto; os dedos firmes apertavam o leme. Dedos que, há poucas horas, haviam incendiado o corpo dela de várias maneiras.

Ele olhou para ela, e ela desviou o olhar, fingindo indiferença. Abaixou e esfregou a madeira do convés com o dedão do pé. Ela sentia falta das velas, de como elas ondulavam sob o efeito da brisa. Sentia falta do som dos cabos batendo no mastro. Usar o motor, em vez de velejar ao vento graciosamente, parecia-lhe frustrante.

Ela ficaria bem. Não era o fim do mundo. Não importava que ela se sentisse como um pano de pratos pendurado e que os ossos parecessem ser de borracha. Ela colocaria um pé diante do outro e iria em frente. Esqueceria.

Chave. Joe lhe dera a chave para um novo modo de ser. Ela podia relaxar e deixar as coisas fluírem. Não precisava sempre manter o controle, e isso era bom. Ela estava agradecida pelo presente que ele lhe dera e iria guardá-lo para sempre, ainda que houvesse um buraco no coração.

~

 
~

TRÊS HORAS mais tarde, eles passaram pela alfândega, em Key West. Joe alugou um conversível branco e tomou o caminho do aeroporto, onde reservou um lugar para Demi em um voo fretado.

– Bem – disse ele enquanto estavam na área de recepção da Island Conch Charters, em meio a outros passageiros que ali transitavam. – Acho que vamos dizer adeus.

– Foi uma experiência que eu nunca vou esquecer.

Os dois se fitaram. Ele a olhou com ternura e deu um sorriso entre doce e amargo.

Do lado de fora da janela, um raio caiu tão próximo que iluminou todo o céu e foi, imediatamente, seguido pelo ribombar do trovão. Assustador. Demi teve um sobressalto. A equipe que estava na rampa de embarque voltou correndo para dentro do aeroporto, fazendo sinais para a recepcionista, que pegou o microfone e anunciou que a pista ficaria fechada até que a tempestade de raios passasse.

– Parece que eu vou ter de esperar – disse ela, alisando as pregas da saia do vestido azul florido que usara a bordo do veleiro de Joe há seis dias. Ela mudara muito, em um curto espaço de tempo.

Joe conduziu-a até uma poltrona de couro, no saguão, e sentou-se ao lado dela. Ela desejou que ele fosse embora.

– Eu quero lhe agradecer, Demi – murmurou ele.

– Pelo quê?

– Por enriquecer a minha vida.

Se ela enriquecera a vida dele, por que ele estava correndo atrás de outra mulher? – Foi você que enriqueceu minha vida.

Ele pegou a mão dela.

Ela queria resistir, puxar a mão. Deveria ter feito isso, mas, pelo contrário, encostou-se nele.

– Vou sentir a sua falta – disse ele.

– Eu também. – Ela quase não conseguiu fazer a palavra soar na garganta contraída.

– Gostaria de escrever para você.

– Não. – Ela sacudiu a cabeça.

– Como amigo.

– Não – Ela se afastou.

Joe enfiou as mãos nos bolsos e curvou os ombros.

– Eu sei.

Se pelo menos pudessem ser amigos! Mas ele entregara o coração a outra mulher, ela não ficaria no meio dos dois. Ela já cruzara uma linha que não deveria ter ultrapassado. Recusava-se a agravar um erro de julgamento e encorajá-lo.

– Você deveria ir – falou ela com frieza.

– Demi…

– Estou falando sério. Vá. – Ela virou a cabeça e piscou rapidamente para desfazer as lágrimas que se formavam sob as pestanas.

– Você é muito especial para mim – disse ele. – Eu preferia cortar um braço a magoá-la. Nunca pretendi que isso acontecesse. Você precisa acreditar.

O problema era esse. De fato, ela acreditava nele, mas isso não mudava nada.

Ele tentou tocá-la de novo, mas, desta vez, ela teve forças para afastá-lo e ergueu a mão em sinal de advertência.

– Eu sei que você não quis me magoar.

– Mas magoei – sussurrou ele.

Ela não iria dar a ele aquele tipo de poder sobre os sentimentos dela.

– Eu estou bem, Joe. Você não me magoou. Nem um pouco.

Ele pareceu magoado e, depois, aliviado, e então, desconfiado.

– Você está dizendo isso para me poupar.

– De coração – mentiu ela em tom irritado. – Eu não estou abalada.

Ele fez uma expressão contrita.

– Eu gosto de você, Demi. Gosto muito.

– Eu também gosto de você, mas isto não faz diferença, não é?

– O que você quer dizer?

– Ora, vamos, mesmo que você não estivesse a caminho de impedir a sua ex-namorada de se casar com outro, você e eu… – Ela sacudiu o dedo, indicando os dois, e sacudiu a cabeça. – Nós não combinamos. Mas, você e Taylor Swift? Vocês fazem um par formado no céu da alta sociedade.

Os dois são ricos, habituados à fama e frequentam os mesmos círculos. Os dois adoram navegar. Falam a mesma língua. Você e eu? Nós somos como caviar e cachorro-quente.

– Ei, você se adaptou ao mar como uma lontra.
 
Demi analisou os traços do rosto dele. Ele era o modelo do iatista rico, e ela carregava urinóis para viver. Não importava o quanto ela tentasse se convencer do contrário, nunca se encaixaria no mundo de Joe.

– Foi divertido por algum tempo, mas não se pode criar filhos no mar, e é isso que eu quero ter um dia: um marido, filhos, uma vida normal. Vamos ser sinceros. Você é extraordinário demais para mim, Joe Jonas.

– É você quem é extraordinária, Demi Lovato. Eu não sou bom o suficiente para você.

– Apesar de sermos ótimos na cama, existe uma grande diferença entre incendiar os lençóis e nos darmos bem juntos, como casal.

Ele conteve a respiração, trincou os dentes e a pele bronzeada empalideceu.

– Sim… – balbuciou ele. – Talvez você esteja certa.

– Claro que estou.

– Eu queria…

– Não faz sentido querer que as coisas sejam diferentes. Elas são o que são. – Ela forçou um sorriso.

– Demi, eu…

Desanimada, ela falou com firmeza:

– É melhor você ir embora, ou chegará tarde demais para impedir o casamento.

– E se chegasse? – perguntou ele com calma.

Ela fingiu não ouvir. Levantou e se virou, porque, se não se virasse, temia cair de joelhos e implorar a ele que ficasse.

~


Penúltimo da maratona e da ante-penúltimo mini-fic :/ é gente, está acabando, mas logo eu posto outra ok?? não fiquem tristes, e quanto a "A Sexóloga" eu prometo que nessas férias (minhas férias é em julho) eu irei tentar postar com mais frequência, mas por enquanto vocês vão ter que ter paciência comigo, eu vou precisar estudar pq vou pra final de 3 disciplinas e preciso mesmo passar... Beijoos <3

Suave - Capitulo 26 - MARATONA 3/5

 
~

– AGORA – DISSE Joe – vamos fazer do meu jeito.

– Hum… – murmurou Demi, traçando a linha do lábio inferior de Joe. – Como é?

– Devagar e suave, e quero que você deite para eu poder ver o seu rosto.

– Ora, Joe Jonas, no fundo, você é tradicional. Quem diria?

Lá fora, a tempestade estava recuando, os raios brilhavam por entre nuvens a distância e os trovões ressoavam abafados; mas, ali dentro, Joe estava em tumulto. Não conseguia tirar as mãos de cima de Demi. Só conseguia pensar em fazer amor com ela de novo, mas, dentro de algumas horas, se o tempo permitisse, estariam chegando à Flórida.

E depois?

Ele sentiu o coração se apertar e a pele formigar.

Demi enrolou os dedos nos pelos do peito de Joe e puxou-os com força, deixando-o louco. Ele fechou os olhos, respirou profundamente e tentou manter o que lhe restava de controle.

Demi.

Ela beijou o peito, o abdome de Joe, e chegou a um lugar que ele esperara que ela atingisse, mas que não quisera pedir. Um gemido misto de prazer e de desespero saiu dos lábios dele. Não havia mais volta. Ele já passara do ponto de retorno. Ela o reduzira a ruínas.

Os lábios doces de Demi o acariciaram, e ele precisou se segurar. Ela assumira o controle e não o soltava.

Droga, ele quisera fazer amor com ela, cara a cara, olhar para ela, mas, se ela continuasse com aquilo, ele acabaria antes que começassem.

Ele tentou afastá-la, mas ela resistiu, enlouquecendo-o com a língua. Ele a agarrou pelos cabelos e puxou-a com delicadeza.

– Anjo, eu quero estar dentro do seu corpo.

Ela deu uma risada maliciosa, fez uma pequena manobra que o levou às alturas. Sem aviso, ele teve um orgasmo.

Demi.

Joe contraiu o queixo, enquanto estremecia de prazer, dizendo o nome dela. Quando acabou, ela caiu ao lado dele, sobre a cama.

– Quem provocou também merece. – Ela riu.

Joe ouvia as batidas do próprio coração e sentia o gosto do escuro, das sombras misteriosas do quarto. Ele inalou o ar da noite, que cheirava a sexo e ao ozônio descarregado pelos raios.

Demi.

A mulher sensual que o desafiara a ser um homem melhor. A mulher que roubara o coração dele.

Ele a abraçou mais forte e beijou-lhe os cabelos.

Os dois dormiram assim por algum tempo. Ele a acordou com beijos, algum tempo mais tarde, pegou um preservativo e finalmente fez amor com ela da maneira como queria fazer há meses.

Face a face. Olho no olho. Só os dois, na silenciosa calmaria depois da tempestade.

~
 
~

O QUE ela fizera?

Deitada ao lado de Joe, que dormia com o lençol enrolado na cintura, Demi olhava para o teto, enquanto a madrugada se tingia de rosa, do lado de fora da escotilha. Ela olhou para ele. O homem era tão bonito que, por um segundo, ela esqueceu tudo, a não ser como era maravilhoso estar com ele.

Demi imaginou quantas mulheres tinham estado no mesmo lugar.

E isso fez o coração dela se apertar.

Ela conteve a respiração e voltou a olhar para o teto. Ora. Era isso que estava errado com aquele cenário: por melhor que a noite tivesse sido – a quem ela queria enganar, a noite tinha sido incrível – ele estava preso à tal de Taylor.

O problema era esse. Ela não iria fantasiar com o que acontecera entre eles. A tormenta os jogara na cama, e os dois simplesmente não tinham sido capazes de tirar as mãos um do outro. A proximidade e a atração sexual os tinham inebriado de luxúria, não de amor verdadeiro.

Então, por que doía tanto?

Ela não conseguiu evitar e olhou para ele de novo. A boca generosa estava relaxada, sorridente. O queixo quadrado estava escurecido pela barba incipiente, e um cacho de cabelos lhe caía sobre a testa. Mesmo dormindo, ele parecia se divertir. Realmente, seria melhor que cada um seguisse o seu caminho. Eles não combinavam. Sinceramente, o que tinham em comum?

Biscoitos de chocolate recheados. Duplos. Guardados na geladeira.

Biscoitos gelados não eram suficientes para sustentar uma relação.

Como se ele estivesse pensando em manter um relacionamento com você. Deixe de sonhar. Acabe com isso. Você não pode deixar que ele saiba que espera algo que ele não pode lhe dar. Só vai fazer com que os dois se sintam constrangidos.

Além disso, ela violara o próprio código de ética, fazendo amor com um homem cujo coração pertencia a outra mulher. Era o que ela merecia. Sabia muito bem e permitira que acontecesse.

A tristeza a corroía.

Não havia outra maneira de lidar com aquilo, a não ser fingir que a noite anterior não fora mais do que satisfazer um desejo. Ele ficaria aliviado por ela nada esperar. Assim que chegassem à Flórida, ele procuraria Jackie, e ela voltaria para casa, em St. Michael.

Era a única maneira de lidar com a situação: negar os sentimentos. Afinal, o que eram sentimentos, além de emoções passageiras, sujeitas a mudanças? Era a solução mais sensata e iria protegê-la do sofrimento.

Ela resolveu que aquela seria a estratégia dela, virou-se na cama e enfiou a ponta do travesseiro na boca para evitar que Joe ouvisse os soluços.
 
~
 

 
~

O VENTO estava brando e soprava do sul, fazendo com que a travessia da Corrente do Golfo até Key West fosse mais fácil do que o habitual. Com esta vantagem e a calmaria depois da tempestade, eles poderiam navegar livremente. Ele teria caminho aberto até Taylor.

O destino se manifestara. Ainda que passassem pela alfândega e ele levasse Demi até o aeroporto, para que ela pegasse um voo para St. Michael, Joe teria tempo de sobra para impedir o casamento de Taylor.

Porém, agora ele não sabia se queria fazer isso.

Taylor parecia estar muito distante e fazer parte de outra vida.

O que era real, verdadeiro, era a mulher parada ao lado dele, na ponte.

Demi.
 
Ele deu uma olhada para ela.

Demi parecia sossegada. Há uma semana, se alguém dissesse a ele que ela estaria no veleiro dele, que eles fariam amor e que ela ficaria tão calma depois, ele teria rido. Era uma imagem com a qual ele jamais teria sonhado.

Naquela manhã, ela levantara, fizera o café da manhã e, quando ele saíra da cabine, recebera-o com um sorriso acolhedor. Mas quando ele tentara abraçá-la pela cintura e beijá-la, ela se esquivara. Empertigara os ombros, e o sorriso se apagara.

Oh-oh. Ela estava lhe dando o chamado tratamento de indiferença do dia seguinte. Ele sabia, porque já usara o mesmo com outras mulheres. E também sabia que, se estivessem em terra, ela teria ido embora no meio da noite.

Ela virara o jogo e o fazia ter uma prova do próprio comportamento desprezível.

Entretanto, ele se esforçara para mudar. Queria desesperadamente se redimir. Talvez Demi fosse o instrumento da redenção dele. Ainda que tivesse cedido à tentação da noite passada, estava sentindo na carne o que era ser usado para o sexo.

O antigo Joe teria pulado de alegria, mas o novo Joe se envergonhava ao pensar que já fizera com que outras pessoas se sentissem do jeito que ele estava se sentindo naquele momento. Ter sido usado.

– A noite passada…

– Acabou – disse Demi com displicência, entregando a ele uma xícara de café. – Eu me diverti, mas não há motivo para discuti-la. As coisas saíram do controle, e nós ultrapassamos os limites, mas não há motivo para sentir culpa ou vergonha. Eu o libero de qualquer obrigação que você imagina ter em relação a mim.

– Eu… Eu… – Ele ficou sem fala.

– Se você pretende interromper um casamento, devemos partir – Ela se afastou, não lhe deixando escolha, a não ser segui-la.

Joe não hasteou as velas. Ligou o motor para a entrada em Key West.

Demi sentou na proa do barco e olhou para o mar, com os cabelos brilhando à luz da manhã. Parecia completamente indiferente ao que tinham partilhado na noite passada, e a atitude de desprezo dela fora um soco no estômago de Joe.

Ela não se importa. Você deveria estar feliz. Você tem um objetivo, um plano. E ela não faz parte dele.

Taylor. Era ali que estava o futuro de Joe.

Então, por que o coração dele se apertava e ele sentia um amargor na boca?

Por quê? Ele decepcionara Taylor, decepcionara Demi, mas, principalmente, decepcionara a si mesmo.

O problema era aquele. Ele quisera provar a Demi que era um homem honrado, ético. Os altos padrões de Demi haviam feito com que ele aumentasse as próprias expectativas, e ele falhara. Redondamente.

Joe conduzia o barco, mas a mente dele não estava concentrada em navegar. Estava enrolada em torno de Demi, tensa como uma linha de pesca. Ela deveria ter sentido que ele olhava para ela, porque se virou, olhou para ele e sorriu.

O coração de Joe se retorceu.

Havia dezenas de coisas que gostaria de dizer a ela, mas não sabia como começar. Obrigada pelo presente da noite passada. Sinto muito se a magoei de algum modo. Vou sentir a sua falta.

Ela olhou para o outro lado.

O que estaria pensando? Ele não conseguia imaginar. E era estranho. Em geral, com Demi, ele sabia exatamente onde estava.

Ele abriu a boca. Fechou-a. Colocou os óculos escuros.

Ela foi até o compartimento onde ele guardava suprimentos, pegou uma embalagem de protetor solar e derramou um pouco na palma da mão.

Eu não vou olhar para ela. Não vou.

Joe inclinou a cabeça de lado e olhou para ela de soslaio.

Demi espalhou a loção sobre os braços bronzeados.

Ele ficou com água na boca. Lambeu os lábios. Engoliu em seco.

Ela espalhava a loção na pele com movimentos lentos, em círculos ritmados.

Ele ficou excitado. Isso não era bom.

Demi esticou uma das longas pernas e a esfregou com a loção.

O suor começou a umedecer a testa de Joe. Ele exalou o ar e olhou para o outro lado. Concentre-se em dirigir o maldito barco. Ele contraiu o queixo e fez tudo para pensar em Taylor e fazer o Segunda Chance singrar na direção de Key West.

~

Coloquei 3 capítulos de uma vez só pq pelo livro os capítulos estão muito pequenos :/
Beijoos <3

Suave - Capitulo 25 - MARATONA 2/5

 
~

AQUELA ERA a última chance de passar uma noite com Joe.

Ele queria isso. Embora estivesse em conflito, ela podia ver isso nos olhos dele. Ousaria seduzi-lo, em sã consciência? Haley não era do tipo que roubava o homem de outra mulher, mas não conseguia deixar de sonhar em fazer amor com Jeb.

Pare. Pare com isso.

Eles jantaram e lavaram a louça, percebendo que a tempestade ficava mais forte. O veleiro balançava e rangia. Não havia nada para distraí-los. Nem TV, nem acesso a um computador. E ela não iria jogar com ele outra vez. A única coisa que restava era ir para a cama e dormir. – Esta noite você fica com a sua cama – disse ela. – Eu já a usei por muito tempo. – Você fica onde está.

– Eu durmo no assento deste banco.

– Não dá. É aí que eu vou dormir.

– Joe. – Ela sacudiu a cabeça.

– Demi.

Ela queria sugerir que dividissem a cama, mas claro que não faria isso.

– Você quer tomar banho antes? – perguntou ela. – Ou eu vou?

Eles ainda não tinham lavado o sal e a sujeira depois de salvar o manati, de terem subido no farol, de terem comido cocos e nadado para ir e voltar da ilha.

– Eu vou antes – disse ele. – Desse jeito, eu não a incomodo mais.

Enquanto ele tomava banho, Demi perambulou pela cozinha, arrumando coisas que não precisavam ser arrumadas. Sentia o coração pesar dentro do peito e falta de ar. Ela, deliberadamente, inalou o ar lenta e profundamente para recuperar o fôlego, e, quando Joe voltou à cozinha, enxugando os cabelos e cheirando a sabonete, estava mais controlada. Um pouco.

Até ele sorrir para ela.

– Deixei bastante água quente para você.

– Muita gentileza sua.

Ele estava vestindo as calças dos pijamas e nada mais. Deveria ser contra a lei, que ele entrasse ali com uma aparência tão disponível. Demi tocou os lábios, lembrando-se de como fora ser beijada por ele.

Ela tentou passar por ele para ir tomar banho, mas o barco balançou abruptamente, jogando-a em cima dele ao mesmo tempo em que as luzes apagavam.

– Você está bem? – perguntou Joe.

– Ótima – sussurrou Demi. Ela deveria ir embora. Pretendia se afastar, mas o barco balançou de novo.

O vento assobiou e ficou mais forte.

Demi estremeceu.

– Você está com frio?

Não. Ela estava com tudo, menos com frio.

Joe se aproximou e esfregou as mãos ao longo dos braços dela. Ela não resistiu, deixou, e foi o que bastou. Encostou-se ao corpo dele, amoldando-se a ele como cera.

Ele encostou o rosto no topo da cabeça de Demi. Ela podia ouvir as batidas descompassadas do coração de Joe. Assustado. Ele estava tão assustado quanto ela.

Demi umedeceu os lábios.

Os braços de Joe a envolveram com força.

O barco deu um solavanco, jogando-os contra os móveis.

– Precisamos nos sentar ou deitar – disse ele. – Para não nos machucarmos.

– Sim – disse ela com voz rouca.

– Venha. Vou levá-la para o quarto.

Ele a pegou pela mão e a guiou na escuridão. Tropeçou em alguma coisa e xingou.

– Eu não precisava mesmo desse osso. – Ele cruzou os dedos com os dela. – Espere. Deixe-me absorver o choque desta beliscada.

Beliscada. Hum. Ela gostaria de beliscá-lo dos pés à cabeça.

Demetria Devonne Lovato! Morda sua língua.

Por que desejá-lo parecia tão errado? Por que não o encontrara antes que ele tivesse feito um voto de celibato na tentativa de recuperar Taylor? Por que não se conheceram antes de irem para St. Michael?

Porque antes disso, ela nunca teria pensado em ter um caso tórrido. Ela estivera tentando expiar o passado, andar na linha, evitar qualquer tentação. E acabara isolada no mar, com a maior tentação que existia.

O balanço e o jogo das ondas não facilitavam a caminhada dos dois até o quarto. O Segunda Chance jogava e adernava para um lado e, depois, para o outro. Demi precisou admitir que era apavorante estar no oceano, sem nada entre eles e os elementos, a não ser alguns pedaços de madeira, de fibra de vidro e de metal. Ela apertou a mão de Joe.

– Você já enfrentou uma tormenta como essa quando estava velejando?

– Já – disse ele. – Não tenha medo. Vai passar, o sol vai nascer e tudo estará bem.

O otimismo de Joe era reconfortante, e ela queria acreditar nisso. Ah, como ela queria acreditar.

Mas, ainda que o sol surgisse no dia seguinte e eles atravessassem a noite sãos e salvos, ela sempre teria a sensação de que perdera algo especial.

– Por aqui, anjo – disse ele.

Anjo.

Ele começara a chamá-la daquele jeito na noite em que ela lhe contara a respeito de Trey Gross. Na noite em que ela desmoronara. Nunca dissera a ninguém o que havia acontecido com ela, naquela noite, com Trey. Ainda não sabia por que contara a Joe.

Depois de quase cinco minutos de passos hesitantes, eles chegaram à cabine. O barco balançava como se fosse uma cadeira de balanço movida a gasolina, para frente e para trás, para frente e para trás. Os cabos, as cordas e os mastros rangiam e estalavam sob o peso da tormenta. Os raios brilhavam, e os trovões rugiam. Demi se encolheu de medo.

– Você tem medo de tempestade?

– Em geral, não, mas estar no meio do oceano durante uma faz com que eu me sinta extremamente vulnerável.

– Mas também é excitante, não é?

Na verdade, era.

– É mais divertido do que uma montanha russa – disse ele.

– Mas não tão segura – respondeu ela.

– A segurança é supervalorizada. Impede que você aproveite o momento.

– Segure um fio desencapado e você acabará eletrocutado.

– Touché.

Não fora exatamente isso que ela fizera com Joe? Tocara em um fio desencapado?

O brilho de um raio atravessou a escotilha e iluminou intensa e brevemente a cabine. No clarão, ela viu a imagem como que congelada de Joe, olhando para ela com uma expressão de desejo, misturada com espanto e reverência.

– Aqui está o seu alojamento para esta noite, anjo – disse ele, colocando o braço em volta da cintura de Demi e guiando-a até a cama.

Ela ficou parada, segurando a mão dele. Os dois respiravam em sequência. A tormenta rugia e sacudia.

As ondas bateram no barco com maior força do que antes. O Segunda Chance adernou abruptamente para estibordo, jogando Demi na cama e Joe em cima dela. Os quadris de Joe pressionaram os de Demi, a ereção dele pressionou a coxa dela. – Desculpe…

– Ei – sussurrou ela. – Acontece.

– Não deste jeito. Não como acontece com você.

Ela corou e ficou grata pela escuridão.

Ele tentou se levantar. Mas o barco sacudiu novamente, jogando-o de volta em cima dela.

– Aguente – disse ele. – Eu vou embora no intervalo da próxima onda.

Parecia tudo bem, mas, quando ele tentou levantar-se de novo, a mesma coisa aconteceu.

– Parece que você vai ficar preso aqui até a tempestade se acalmar.

– Pelo menos, até o pior passar – disse Joe.

– Eu deito perto da parede. – Ela se arrastou de lado. – Você fica deitado do outro lado.

– Ótimo plano.

– Vamos imaginar uma linha invisível que passe no meio da cama.

– Eu, no meu lado; você, no seu.

– Exatamente – disse ela.

– Nada de invasões.

– Nenhuma.

– Você não me toca; eu não a toco.

– Combinado.

– Não será um problema. Nem um pouco.

– Não. Será moleza. Podemos dividir a cama sem que nada aconteça – afirmou ela.

– Somos adultos.

– Com absoluto controle sobre nós mesmos – replicou ela.

– Exato.

O silêncio durou quase um minuto.

– Demi – Ele sussurrou no escuro.

Foi o suficiente. Bastou o sussurro rouco, e ela cruzou a linha de demarcação invisível que traçara desde o início da viagem. Ele esperava por ela de braços abertos. Os lábios se apossaram dos dela, e ele a beijou com uma avidez de tirar o fôlego.

Ela sentiu os músculos do seu íntimo se contraírem e relaxarem involuntariamente, em um ritmo forte, ansiando, implorando e desejando. Em um frenesi enlouquecido, os dois se despiram mutuamente, enquanto o barco balançava e batia nas ondas. Os trovões e os raios acompanhavam o tom de excitação e de sofreguidão.

A boca de Joe parecia queimar os seios de Demi, a língua ágil a provocava, despertando sensações maravilhosas. Ele esticara o corpo sobre o dela, as costas de Demi estavam pressionadas sobre o colchão e a ereção de Joe estava suspensa entre os dois.

Ela sentia a pulsação latejar tão alto nos ouvidos que não conseguia ouvir mais nada. Estava perdida no mar, sendo jogada pela tempestade, e estava adorando.

Apoiado nos antebraços, Joe ergueu o corpo e pegou no rosto de Demi com ambas as mãos. O brilho de um raio iluminou o rosto dele, e ele a encarou com uma expressão surpresa e prendeu-a sobre a cama.

Ela sentiu um nó na garganta, provocado pela emoção. Não deveria estar fazendo aquilo. Não levaria a nada, mas, talvez, fosse justamente por isso que deveria fazer. Jogue fora o livro de regras e deixe a natureza seguir o seu curso. Ela era uma enfermeira. Compreendia as necessidades biológicas. Não precisava significar mais do que isso.

Claro. Aquele era o plano dela. Apenas se satisfazer fisicamente e bloquear o emocional e o racional. E daí que o coração dela se retorcia de ansiedade quando os cantos dos lábios de Joe se levantavam em um sorriso de garoto? Era um sorriso especial, dirigido só a ela.

As mãos dele soltaram o rosto e exploraram o corpo dela. Sob os dedos de Joe, os seios de Demi se avolumaram e os mamilos enrijeceram; a boca de Joe brincou com os mamilos, absorvendo um e depois o outro. Ela gemeu e enfiou os dedos nos cabelos dele, encorajando-o a continuar a fazer as coisas deliciosas que estava fazendo. Perdendo o controle, ela puxou os cabelos dele.

Ele deu uma risada rouca.

– Vamos ver se eu consigo que você faça isso de novo – sussurrou ele junto ao umbigo de Demi. A voz dele pareceu reverberar ao longo das costas dela.

Sim.

Os dois acompanharam o compasso do mar, o balanço do barco e as batidas violentas das ondas, que provocavam sensações impressionantes nos corpos de ambos.

Ele beijou o rosto e o pescoço de Demi, e ela se dissolveu por completo, com o corpo se contraindo e relaxando em longas ondas. Ela inalava o ar rápida e superficialmente, saboreava o perfume masculino daquele homem que estava fazendo maravilhas com ela.

Por mais divertido que fosse deixar que ele determinasse o curso, Demi acreditava em parceria igualitária. Enquanto a língua de Joe lhe causava sensações incríveis, ela abaixou o braço e tocou a ereção dele. Ele soltou um gemido de satisfação e deslizou a língua ao longo da barriga dela. Por fim, ele levantou a cabeça, com os cabelos que ela puxara, todos arrepiados, e lhe deu um sorriso fascinante.

Ela sorriu de volta, encantada.

Felizmente, ele se inclinou sobre ela com o peito estufado como uma vela inflada pelo vento.

– Espere um pouco, anjo. Vamos velejar.

– O quê? – perguntou ela, confusa, mas ele respondeu à pergunta não com palavras, mas agindo. Ele desceu os dedos da cintura dela, passou pela barriga, pelo quadril, rodeou a coxa até encontrar o ponto mais íntimo de Demi. Ela soltou um suspiro e todos os músculos do corpo se derreteram.

– Quero tanto fazer amor com você que posso até sentir o gosto.

A declaração a deixou arrepiada. Ela também o desejava. Ela o tocou de novo, fazendo com que ele soubesse que o acompanhava.

– Você é tão sexy, Demi – sussurrou ele. – Não acredito que você esteja aqui, comigo.

Ela também não acreditava.

Ele hesitou e olhou para ela.

– Tem certeza de que é isso que você quer?

– Tenho – balbuciou ela, incapaz de suportar a ideia de que o corpo dele não se juntasse ao dela. Só ele poderia apagar o fogo que ardia dentro dela. Só ele possuía a chave para libertá-la. – Mais do que tudo!

Ele esticou o braço e pegou um preservativo em um compartimento acima da cama. Sempre pronto a navegar. Que bela enfermeira era ela. Tão desesperada de desejo que esquecia a proteção. Felizmente, Joe estava raciocinando. Ele abriu a embalagem com os dentes.

– Eu coloco – disse ela, pegando o preservativo e desenrolando-o ao longo da ereção dele. Quando ela terminou, a respiração dos dois estava ofegante e entrecortada.

– Apoie as pernas nos meus ombros – pediu ele.

Ela obedeceu. A posição fez com que os quadris dela se erguessem do colchão. Ele se posicionou entre as pernas dela. Os dois tremiam de excitação.

Demi arqueou as costas, abaixou os quadris e olhou para ele.

– Eu desejo você.

– Eu desejo você – repetiu ele.

Incapaz de resistir mais um segundo, ele abaixou a cabeça e beijou-a longa e avidamente.

Ele entrou no corpo dela com cuidado e ternura. A sensação era muito boa. Ela fechou os olhos e flutuou na bênção daquele momento.

As madeiras do barco estremeciam, como tudo mais. Enquanto a tempestade rugia violentamente lá fora, a paixão rugia ainda com maior intensidade dentro da cabine.

Joe se movimentou lentamente, deixando que ela se adaptasse a ele, e ela aprovou com um sussurro, usando as pernas para puxá-lo contra o corpo.

– Você é tão macia. Maravilhosa.

Ela contraiu os músculos em torno dele, e ele gemeu. Ela o segurou pelos braços, preparando-se para a caminhada mais excitante da vida dela. Como vivera tanto tempo sem saber que o sexo poderia ser daquele jeito? Inocente. Ela se sentia como uma inocente que fazia sexo pela primeira vez.

– Com você, eu me sinto como uma virgem – sussurrou ela.

– Eu também – falou ele com tanta sinceridade, que ela quase acreditou.

Durante os últimos dias, ele a ensinara a aceitar a vida como era, em vez de lutar sempre contra a corrente.

Estar com ele era leve e fácil. Ela só precisava relaxar, divertir-se. Era muito bom estar com ele. Ele fazia com que tudo fosse um jogo. Abrira os olhos dela para inúmeras possibilidades. Com ele, a vida era uma aventura excitante, esperando para ser explorada. E, naquele exato momento, todos os tipos de pensamentos animadores lhe ocorriam.

– Com você, tudo é intenso, não é? – perguntou ele.

Era verdade. Ela encarava a vida como se fosse uma batalha a ser vencida.

– Tudo bem. É assim que vamos fazer. Aqui vamos nós, anjo – murmurou ele com voz tensa e rouca. – A bordo.

Ela ergueu o corpo no mesmo instante em que ele abaixava o dele. Os dois se encontraram no meio do caminho, movimentando-se, esfregando-se, acariciando-se, até que ficaram úmidos de transpiração. Fricção.

Era uma confusão de braços e pernas, bocas, dentes e línguas. Depois de alguns minutos desesperados, ele mudou o ritmo, acalmando-o e se afastando um pouco.

Demi soltou um lamento de frustração.

– Vamos fazer com que isso dure – explicou ele.

Ah.

Ele contraiu as nádegas e se afastou.

Ela reclamou mais alto.

Ele deu uma risada de contentamento.

– Provocação – balbuciou ela.

– Uma boa provocação não faz mal a ninguém.

Ela virou e se apoiou nas mãos e nos joelhos, sacudiu as nádegas, e ele soltou um gemido.

– Ah, agora você perdeu a arrogância, hein? – provocou ela.

– Ainda tenho bastante. Estamos apenas começando.

– Promessas, promessas…

– Agora, quem está sendo arrogante? – Ele lhe deu uma palmada de leve no bumbum. – Está me castigando?

– Jamais. Foi apenas para seu prazer.

Ela sentiu um espasmo e tremeu.

– Faça de novo – sussurrou Demi.

– Isto? – perguntou ele, apertando-lhe a nádega.

Ela sentiu o sangue acelerar nas veias e a adrenalina correr para o coração.

– Você gosta disso?

Ela concordou, calada. Não sabia até onde queria ir, mas, naquele momento, o pulso batia muito rapidamente, e o corpo vibrava de excitação.

Mais uma palmada rápida.

Eles estavam absolutamente sozinhos. Só ela e Joe, o oceano e a tempestade, mas ela confiava nele totalmente. Isso era o que mais a surpreendia. Ela não costumava confiar com facilidade, mas, de alguma forma, no fundo, sabia que Joe jamais iria machucá-la. Talvez por isso ela se sentisse tão livre para revelar a ele aquela fantasia secreta. Ela o queria mais do que já quisera alguma coisa em toda a vida.

– Por favor – sussurrou ela sem saber muito bem o que estava pedindo. – Por favor.

Ele segurou-a pelos quadris. Ela afundou o rosto no travesseiro, e ele a possuiu outra vez. Eufórica, ela sentia vontade de cantar.

– Demi… – disse ele o nome dela.

E o som que saía dos lábios dele provocava nela coisas maravilhosas e estranhas.

Prazeroso. O sexo entre os dois era prazeroso e espontâneo, e, naquele doce jogo, os dois atingiram o clímax ao mesmo tempo, enquanto os gritos de êxtase eram abafados pela tempestade.

~

AEEEH até que fim o HOT tão esperado chegou!!!! Sexo entre uma tempestade, safados hahahaha

Continuem comentando, eu acho que termino essa mini-fic ainda nessa maratona :)

Beijoos, I Love You <3

Suave - Capitulo 24 - MARATONA 1/5

 
~

DEPOIS QUE Joe quebrou os cocos com habilidade, batendo-os contra as pedras, eles beberam a água do coco e comeram a polpa. Assim que recuperaram a energia, resolveram subir ao topo do farol.

Toda alegre, Demi subiu a escada em caracol, na frente dele. Minha nossa! Ela tinha o mais belo traseiro daquele lado da corrente do golfo.

Jonas, você precisa parar de se atormentar. Esta é a que você tem que deixar escapar, para que a que você realmente quer não escape. Você passou a vida inteira pulando de mulher para mulher. Está na hora de tomar uma atitude e se comprometer. Taylor é a mulher perfeita para você.

Então, por que a visão de Demi, naquele biquíni rosa, o deixava louco?

Ela era sexy, e ele era humano. Isso não significava que ele deveria fazer alguma coisa. Era isso que ele tinha dito a si mesmo durante todo o tempo da viagem.

No topo da escada havia um pavimento de madeira, e, em volta dele, as aberturas em arco, onde as lanternas costumavam ser penduradas para afastar os navegantes das águas pouco profundas. Joe se sentiu invadir pela História ao pensar em quantas vidas aquele farol salvara.

Demi se aproximou da abertura e olhou o panorama abaixo. Joe veio atrás dela, com o pulso subitamente acelerado e batendo forte ao sentir o perfume dela. Mesmo em meio ao cheiro de mar, de sal e de coco, ele sentia o cheiro de morangos. Verão. Ela tinha cheiro de verão. Nunca mais ele comeria morangos sem se lembrar dela.

Ele sentiu o coração se contrair de modo estranho e imaginou o que Taylor diria disso. Bem, ele e Taylor precisariam de tempo para se conhecer de novo. Evidentemente, um ano de separação mudara as coisas, mas não era nada que eles não pudessem voltar a acertar.

Sim, e, falando em Taylor, ele poderia ter estragado tudo ao concordar em salvar o manati. Já estavam na tarde de sexta-feira e o Segunda Chance ainda estava a 80km da costa de Key West. Ele ainda precisava atravessar a Corrente do Golfo. E havia uma chance de que não chegasse a tempo de impedir o casamento.

E se isso acontecesse? O que faria?

Não entre em pânico. Você vai conseguir. Só dê o fora daqui agora mesmo.

Joe colocou a mão no ombro de Demi para dizer que precisavam ir embora. Ela se voltou, fitou-o e deu um sorriso tão especial, que ele sentiu algo se contorcer dentro do peito.

Joe ouviu o canto das sereias, as ondas do oceano batendo nas pedras e as gaivotas gritando; tudo isso dentro da sua cabeça e do seu coração. Desde o primeiro minuto em que colocara os olhos sobre Demi, ele a desejara e resistira. Intensamente.

Mas ali, agora, olhando para ela, ele perdera o último resquício de controle. Ele inclinou a cabeça e se apossou daqueles lábios de morango rosados.

Ela soltou um suave gemido, abriu os lábios e se jogou no peito de Joe. Droga, havia um limite para o que um homem conseguia aguentar. Ele a pegou pelo queixo e imobilizou o rosto dela enquanto explorava aquela boca maravilhosa.

Ela estremeceu junto a ele. Excitada, com medo, ou os dois?

Ele também estava excitado e temeroso.

Os dois se exploraram mútua e delicadamente. Quando ele acabou de beijá-la e se afastou com relutância, os olhos castanhos de Demi estavam cor de musgo, e ela olhava para ele com tamanha expressão de desejo e de confusão, que ele podia sentir o cheiro da indecisão dela. Ela enrijeceu o corpo nos braços dele. A veia azulada no pescoço de Demi pulsava rapidamente. Ela queria recuar.

Ele não poderia culpá-la. Fora muito precipitado. Não deveria tê-la beijado.

Ainda assim, não conseguiu resistir a beijá-la de novo.

O doce som de satisfação que saiu dos lábios dela pareceu atravessá-lo, e ele, de repente, percebeu que ela puxava a cabeça dele e o beijava tão avidamente que, ainda que ele corresse nu na Antártida, não conseguiria esfriar.

Depois de um beijo longo, intenso e que atingiu até a alma, ela se afastou com a respiração ofegante, os olhos arregalados e os lábios que ele deixara úmidos.

Os dois piscaram um para o outro.

– De novo! – exclamou ela.

Rindo, Joe beijou-a pela terceira vez. Mordiscou de leve o lábio inferior de Demi e passou a língua no superior. Acariciou-lhe a cintura e pressionou-a contra o corpo. Ele beijou o queixo e o pescoço dela. E, aparentemente, tinha localizado nela uma zona erógena, porque Demi engasgou e se colou a ele.

– Demi, você tem sabor de céu.

Ela riu com nervosismo e sacudiu a cabeça. O cabelo cor de mel caiu de modo provocativo sobre os ombros. Joe passou dois dedos no rosto dela, encarou-a e pensou em centenas de coisas que queria dizer. Eu quero você. Preciso de você. Mas não posso lhe oferecer nada para sempre.

E então, ele ouviu o barulho do trovão, sentiu que o vento ficava mais fresco sobre a pele quente dos dois. Lançou um olhar preocupado para o céu e viu as nuvens cinzentas se juntarem e ficarem mais pesadas.

Uma tempestade se aproximava.

Quer estivessem preparados ou não, seriam apanhados por ela.

~

JÁ ERAM 16h30 quando chegaram ao barco, e o vento soprava com uma velocidade de 30 nós, na direção do leste. Esperando escapar da iminente tormenta – ou, pelo menos, chegar tão perto de Key West quanto conseguisse, antes de ser atingido pela tempestade – Joe resolveu inflar as velas e usar o vento. Ele avançaria o máximo que conseguisse, mesmo depois de escurecer, até que as chuvas chegassem. Depois disso, eles lançariam âncora e esperariam. Ele rezava para que a tempestade fosse rápida.

Demi o ajudou a fazer a amarração. Ele estava admirado como ela aprendera tanto, tão depressa. Ele não exagerara quando dissera que ela tinha o dom da navegação.

As nuvens ficaram mais pesadas quando o sol se pôs, escurecendo o céu. O ar cheirava fortemente a chuva. Ele manteve os olhos no céu e continuou a forçar o Segunda Chance, ansioso para encontrar Taylor antes que os sentimentos por Demi se tornassem muito fortes para serem ignorados. Estava apavorado com a possibilidade de recair em velhos hábitos e de se deixar distrair depois de ter tomado uma decisão e escolhido um curso. Aquele era o seu ponto pessoal de navegação estimada. A linha de demarcação… Se ele voltasse atrás nesse ponto, temia que isso significasse que nunca mais conseguiria levar algo até o final.

– A nossa jornada está quase acabada – disse Demi.

– Tem sido uma grande aventura. Obrigado por fazê-la comigo.

– Taylor é uma mulher de sorte.

Ele ficou no leme, com Demi ao lado, de olhos baixos, recolhendo uma corda.

– Demi – disse ele. – Gostaria de tê-la conhecido numa fase diferente da minha vida.

– Eu sei.

– Taylor é… – Ele não conseguiu terminar. Poderia dizer a ela o quanto Taylor era maravilhosa, mas Demi não iria querer ouvir. Além disso, à maneira dela, Demi era tão maravilhosa quanto Taylor.

Aquele era o “x” do problema. Até agora, ele fora o tipo de homem que amava a mulher com quem estava. Recaíra em velhos hábitos e estava vendo Demi como se fosse a melhor opção. Era o modus operandi dele, e a única maneira de romper o ciclo seria não ceder aos desejos, mas ele a desejava desesperadamente. Desejava-a tanto que doía. Por que o destino fora tão caprichoso para levar Demi até o barco, justamente quando ele estava tentando provar algo a si mesmo?

Talvez fosse exatamente por isso. Talvez o destino a tivesse colocado ali para testar a determinação dele. Ou talvez, apenas talvez, o destino estivesse tentando lhe dizer que Demi era a mulher perfeita para ele, e não Taylor.

Aquela era uma ideia traiçoeira. Uma ideia que ele não queria analisar de perto. Tudo vai dar certo. Não se preocupe. Seja feliz. Assim que ele visse Taylor, e ela o visse, tudo estaria resolvido.

Parecia ótimo. Ele estivera jogando lama em cima dele mesmo desde que era menino. Mas tudo realmente ficaria bem? E se, no processo, Demi saísse magoada? Ele se atormentava ao pensar que poderia feri-la.

– Eu vou até a cozinha – disse ela. – Vou fazer o jantar antes de a tempestade chegar. Estou pensando em fazer algo simples. Sanduíches de queijo quente e sopa de tomate?

– Parece ótimo. – A última coisa em que ele estava pensando era comida. Pensava em tormentas, destino, escolhas e desejos que podem levar à ruína, à perda de um amor, e… E…

Ele não costumava ser daquele jeito. Não se questionava. Fazia escolhas, convivia com elas e ia em frente.

Então, pare de pensar.

Determinado, ele voltou a atenção para o céu. O vento passara a soprar mais forte, erguendo o barco nas ondas e afundando-o violentamente. As nuvens tinham se tornado negras. Ele se manteve firme até as primeiras gotas pesadas de chuva caírem. Demi apareceu no topo da escada, chamando-o para dentro.

– Venha! – gritou ela.

Ela estava certa. A tempestade era mais forte do que a anterior. Ele não dormiria na ponte naquela noite. Gostasse ou não, teria de descer para o convés inferior e enfrentar a dificuldade, e rezava para superá-la sem cair nos braços de Demi.

~

Meus amores, eu peço mil desculpas por não ter começado a maratona mais cedo, eu só pude entrar no not agora, eu estava resolvendo umas coisinhas... eu pedi até a Mand para poder postar, mas eu acho que ela tbm não pode entrar :/

Beijoos e eu AMO vocês, muito <3

14.6.14

Suave - Capitulo 23 - MARATONA 5/5

 
~
 
MEIA HORA mais tarde, com o Segunda Chance fundeado a 40m da praia, Joe e Demi nadavam na direção da pequena enseada onde o manati se debatia. Preferiram nadar a usar o bote inflável do Segunda Chance, porque temiam que as rochas pontudas furassem o bote e, já que os dois eram ótimos nadadores, imaginaram que seria mais rápido e mais fácil simplesmente nadar.

De perto, era fácil perceber que o manati estava em sérias dificuldades. Eles se aproximaram com cuidado.

Os olhos cor de ameixa do manati estavam apavorados. Ele se debatia e emitia um som agudo e anasalado de agonia, que parecia o arranhar de uma lâmina contra um para-brisa seco. Quanto mais se aproximavam, mais o animal se debatia freneticamente, e mais longos e mais altos os gritos dele ficavam.

– Calma – murmurou Joe baixinho. – Calma. Assim, garota.

– Como sabe que é uma fêmea? – perguntou Demi.

– Eu não sei.

– E eu achando que você sabia tudo que havia para saber sobre o mar.

– O mar é inescrutável – disse ele sabiamente.

Eles tiveram de nadar cachorrinho, evitando braçadas, para se aproximar do manati enrolado. Ela – Demi aceitara a hipótese de que fosse uma fêmea – olhava para eles. Os olhos do animal pareciam implorar: “Salvem-me”.

– Precisamos ajudá-la. Não podemos deixar esta criatura magnífica morrer aqui.

– Deixe-me ver se descubro o que está acontecendo. – Joe mergulhou e nadou por debaixo do manati.

– Tudo bem – disse Demi ao manati. – Ele sabe o que está fazendo. – Eu acho… O manati parecia cético.

– Eu confiaria a minha vida a ele. – Era verdade. Ela confiava em Joe. Mais do que em qualquer outro homem, além do pai e do irmão dela.

Joe emergiu, pingando água. Passou a mão no rosto e cuspiu a água salgada do oceano. – Não é nada bom.

– O que foi?

– Ela está enrolada no que parece ser um cabo de amarração. Cada vez que tenta nadar, o cabo se aperta mais em torno dela. Quando ela relaxa, o cabo cede, ela acha que está solta e avança, apertando-o de novo. Não dá para dizer há quanto tempo ela está aqui. Ela está totalmente exausta, não é, companheira? – A ternura brilhou nos olhos de Joe, e ele acariciou o dorso do manati.

Demi se comoveu. Ela fora muito dura com ele, mas Joe enfrentara a situação com dignidade. Ele realmente se preocupava com o manati.

– Se conseguíssemos mantê-la calma, poderíamos desenrolar o cabo?

– Talvez. Seria melhor se tivéssemos alicates para cortar o cabo e soltá-la, mas precisamos mantê-la calma. Ela facilmente poderia se machucar.

– Onde vamos arranjar alicates?

– Eu tenho alguns no veleiro.

– Eu fico aqui com ela e tento acalmá-la – disse Demi. – Você vai pegar os alicates.

– Tem certeza? Apesar de gentis, os manatis são criaturas selvagens. Ela está desesperada e machucada. Não se sabe o que poderá fazer.

– Eu vou ficar bem. Vá.

Ele pareceu relutar em deixá-la.

– Aqui não dá pé para você.

– Eu me viro, Joe. Sei boiar e nadar cachorrinho.

– Tudo bem, mas você está completamente sozinha.

– Preocupe-se com você. É você quem vai nadar na ida e na volta, o tempo todo.

– Que bom que eu estou em excelente forma – Ele sorriu e flexionou os braços.

– Que bom. Agora, vá.

Ele começou a nadar na direção do Segunda Chance.

– Voltarei o mais rápido que puder.

Demi sentiu um nó na garganta. Que homem! Por que chegara a achá-lo superficial? Ele era magnífico. Lágrimas inesperadas subiram aos olhos dela. O que era isso? Ela pestanejou e se concentrou no manati.

Ela nadou para perto do animal e começou a sussurrar palavras de conforto, em um ritmo tranquilizador. Acariciou o dorso do manati e ficou surpresa ao perceber que a pele dele era como a de um elefante molhado.

A atenção de Demi pareceu acalmar o animal. O manati parou de se debater febrilmente e ficou apenas flutuando. Demi deitou de costas e boiou ao lado dele.

– Isso, menina. Acalme-se, e Joe vai soltá-la rapidamente. Antes que você perceba, vai poder se juntar aos outros manatis. Será ótimo, não acha? Pense só nisso.

As habilidades de enfermeira a ajudaram a acalmar o bicho. Demi pensou em Joe e no esforço que ele fazia ao ir até o barco e voltar. Estava orgulhosa dele. Como desejava tê-lo conhecido melhor antes! Ele teria enriquecido a vida dela de maneiras que ela nem conseguia imaginar. Os acordes de “Velvet Sea”, dos Phish, vieram-lhe à cabeça, e ela se pôs a cantarolar docemente para o manati, repetindo a letra, vivendo e desfrutando o momento.

Ela saboreou o momento, registrando-o no peito como uma fotografia preferida. No futuro, se alguém lhe pedisse para dizer quais tinham sido os instantes mais importantes da vida dela, Demi teria de dizer que aquela viagem de veleiro, que culminara com o resgate do manati, fora uma das experiências mais gratificantes que tivera.

Não havia muita coisa na vida que motivasse alguém: apaixonar-se, casar, ter um bebê… A maioria das pessoas fazia essas coisas, mas quantas conseguiam salvar outro ser vivo? Ela reconhecia ter muita sorte.

– “Velvet Sea”, hein? – disse Joe.

Demi se assustou. Estivera tão imersa em pensamentos e mantendo o manati sossegado, que não o ouvira chegar.

– Phish – disse ela. – Pensei que seria apropriado.

– É uma das minhas canções favoritas sobre o mar.

– Minha também. Não que eu tenha uma coleção de canções para navegar ou algo parecido.

– Eu tenho. – Ele deu um largo sorriso. O homem estava sempre sorrindo. – Talvez, em algum momento, eu a deixe ouvir a minha coleção.

Quando seria isso? Depois do dia seguinte, nunca mais o veria. Ela começou a sentir uma pontada no peito.

– Enquanto isso, temos um manati para salvar.

Joe tirou os alicates do bolso do short.

– Estou a postos.

Estava. Demi sentiu que corava. Estava apavorada que ele pudesse ver o desejo nos olhos dela; portanto, olhou para outro lado.

– Continue cantando. Ela está muito mais relaxada do que quando chegamos aqui. Você tem uma bela voz.

Demi acariciou a cabeça do manati e cantarolou “Island in the Sun”, dos Weezers, enquanto Joe mergulhava. Ele cortou alguns fios e emergiu para respirar. Inalou o ar profundamente – várias vezes – e voltou a mergulhar para continuar a cortar.

Ela se preocupava com ele. Embora ele estivesse em boa forma, nadara por muito tempo e parecia que os mergulhos repetidos e o trabalho eram exaustivos. Cada vez que ele subia à tona, o rosto dele estava corado e a respiração parecia pesada.

Por fim, depois de 15 minutos, Joe cortara o suficiente para que o manati pudesse movimentar as nadadeiras como remos.

Segundos depois, quando ele emergiu, havia sangue escorrendo de um ferimento no antebraço. Demi gemeu.

– Você se machucou!

– O cabo me cortou.

– Quando voltarmos ao barco, eu faço um curativo.

– Você passou a viagem inteira me servindo de enfermeira.

– Não a viagem inteira.

– Tem razão. – Ele riu. – Em parte dela, você foi enfermeira de um manati. – Bem, o que posso dizer? Pássaros precisam voar. Peixes precisam nadar… – Demi precisa ser enfermeira.

Joe mergulhou uma última vez e cortou a última volta do cabo.

Eufórico com a liberdade, o manati deu um salto para frente. HDemi se jogou para trás, mas a água entrou no nariz e nas orelhas, ardeu nos olhos dela. Ela voltou à tona cuspindo, mas sentia-se renascer.

Joe se aproximou. Juntos, eles viram o manati nadar para alto-mar.

– Conseguimos – disse ela, afastando os cabelos molhados dos olhos. – Nós a salvamos.

Joe tocou o ombro de Demi.

– A sensação é maravilhosa. Estou feliz por você ter me chamado a atenção e me forçado a salvá-la.

– Viu por que eu gosto do meu trabalho? Eu me sinto assim quase todos os dias.

– É uma sensação adquirida com muita dedicação. – Ele levantou o braço e falou com ironia. – Mas vale as cicatrizes da batalha. Sim… – Ele a fitou. – Isso é algo que eu não tinha percebido até agora.

– É mesmo?

– Você me ensinou o valor do trabalho árduo e do sacrifício, Demi.

Ela levantou uma das sobrancelhas, com uma expressão cética.

– Você está zombando de mim?

– De forma alguma. – Ele deu um sorriso doce. – Venha. Vamos até a praia.

Eles flutuaram até as rochas, exaustos demais para nadar. Quando a água se tornou mais rasa, eles andaram e se arrastaram lentamente até a praia. Os joelhos de Demi estavam moles, como massa cozida. A cabeça estava pesada, e a pele dava a sensação de estar apertada, mas, ao mesmo tempo, muito solta.

O sol da tarde brilhava intensamente. Ela estreitou os olhos, viu o Segunda Chance ancorado à distância e ansiou por uma aspirina e um par de óculos escuros. Com certeza, naquele momento, não se sentia preparada para nadar durante vinte minutos.

Aparentemente, Joe também não. Ele se deixou cair deitado sobre uma enorme pedra lisa. Ficou ali, largado, com os braços cruzados em cima do abdome reto e firme, e com um leve tremor nos músculos das pernas.

– Foi um exercício extenuante.

Demi sentou ao lado dele, abraçou as pernas e apoiou o rosto nos joelhos.

Joe fechara os olhos.

Ela não conseguia deixar de olhar para ele. O homem era incrível. A imaginação dela começou a trabalhar freneticamente. Como seria senti-lo dentro dela? Ela desviou o olhar e fitou o ponto em que o manati desaparecera. O que estava acontecendo com ela? Por que não conseguia controlar os pensamentos?

Agir como enfermeira. Isso sempre ajudava.

– Deixe-me ver esse corte – falou ela.

Joe esticou o braço.

Era um corte longo e reto. Não precisaria de pontos, felizmente. De qualquer modo, ela não poderia fazer nada por ele ali. Quando voltassem ao barco, ela o limparia com um antisséptico. – Diga logo, doutora. O caso é grave?

– Você vai sobreviver.

Ele abriu os olhos e levantou a mão para proteger os olhos contra o sol.

– Está pronta para nadar de volta?

– Ainda que eu estivesse, você não está. Suas pernas ainda não estão suficientemente firmes.

– Eu dou um jeito. – Ele levantou, mas cambaleou. – Ops.

– É provável que você esteja desidratado. Diga que bebeu um pouco d’água enquanto estava a bordo do barco.

Ele pareceu envergonhado.

– Eu não pensei nisso. Estava tentando voltar o mais depressa possível.

Demi suspirou.

– Com a ação do sol e o efeito do esforço, você está ficando desidratado.

– Eu não era o único naquela situação.

A alguns metros, havia um grupo de coqueiros carregados de cocos.

– A água de coco lhe fará bem. Você tem habilidade para quebrar cocos? – perguntou ela.

– Sou especialista.

– Quebrar cocos faz parte do seu baú de truques?

– Nunca se sabe quando você vai ficar preso numa ilha deserta e precisar de uma piña colada.

Demi riu.

– Eu pego os cocos. Você reserva as suas forças para quebrá-los. – Ela levantou, limpou a parte inferior do biquíni e andou com cuidado sobre as pedras até chegar à areia. Encontrou dois belos cocos ao pé de um coqueiro. Apanhou-os e se voltou, para dar de cara com Joe atrás dela.

– Já que estamos aqui e precisamos de um bom descanso, por que não damos uma olhada no farol? – Ela indicou o farol com a cabeça.

– Estou disposto se você estiver. – Ele piscou.

Aquele estava tornando-se um dos melhores dias que ela já tivera nos últimos tempos.


~

Ultimo da maratona de hoje, amanha tem mais uma maratona da mini-fic mas só se vocês comentarem :)
Beijoos <3