23.5.17

AVISINHO!!

Venho informar que eu sei que eu prometi postar um novo capítulo ontem mas não tive um dia bom, por mais que tenha sido meu aniversário. Estou bem pra baixo e hoje acordei muito mal, vou tentar me recuperar e postar quando estiver melhor. Desculpa meninas, mas não consigo postar nada me sentindo do jeito que eu tô. Fiquem com Deus. <3

21.5.17

Capitulo 15 (Continuação de "A Sexóloga")

Olá!!!! Fiquei muito feliz com cada comentário nessa adaptação que eu postei. Isso me deixou muito feliz e animada. Eu estou desde o inicio fazendo meu TCC 1 e estou enlouquecendo, mas postar aqui para vocês é um escape pra mim. Eu trago abaixo pra vocês uma pequena parte da continuação de "a sexóloga". Não coloquei mais pq estou insegura quando o que eu estarei escrevendo daqui em diante, pelo fato de que eu amadureci e mudei (eu acredito que sim kkkk) durante este tempo sem postar. Se vocês aprovarem e gostarem eu posto mais e vai me fazer escrever ainda mais. Ah, venho lembrar que amanhã (22/05) é meu aniversário, estarei ficando mais velhinha, mas se tiver comentários eu posso até postar amanhã mesmo, um presente meu para vocês. Beijão, muito obrigada por tudo!!!! Me deem dicas de fatos que eu posso colocar na história, brigas e etc...

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- Joseph, o que você está olhando? – Demi perguntou curiosa para o marido que estava agachado em frente a alguns produtos no mercado.

- Tô, só... dando uma olhadinha. – Joe respondeu meio distraído. Demi revirou os olhos para ele sem paciência.

Uma Demetria não muito paciente caminhou até o marido para verificar o que ele tanto olhava. Joe estava dando uma olhada nos milhares de modelos de camisinha que existia naquela sessão. Pra quê ele estava olhando aquilo? Era o que sua esposa queria saber.

- Camisinhas? – Demi perguntou sem entender.

- É. Tem várias novidades de sabor... e de prazer. – Joe completou a frase piscando para a esposa sabendo que ela odiava essas brincadeirinhas sem graça. Ele amava a irritar.

- E pra que diabos você está olhando camisinhas Joe? Já tem muito tempo que não usamos. – Demi sorriu para a senhora que passou olhando estranho para eles e completou. – Que não precisamos já que eu tomo pílula. – fazendo questão que a senhora escutasse que eles não estavam em greve de sexo. – E nenhum de nós tem DSTs.

- Não precisa espalhar para o supermercado inteiro que somos ativos sexualmente. – Joe comentou sem entender o porquê de Demi ter praticamente gritado.

- Claro que preciso! Aquela velha tarada ouviu uma parte da nossa conversa e já olhou para você como se estivesse desejando que você a comesse. Já que eu não dava conta. – Demi estava muito ciumenta com o passar das semanas e Joe amava.

- Está com ciúmes de uma velhinha?

- Não. Só estou protegendo o que é meu. – Demi deu de ombros enquanto Joe pegava uns três pacotes de camisinha de sabores sortidos. – Ainda quero saber o por que de...

- Pra ver se você me chupa com mais prazer. Estou te achando muito fraquinha esses dias... – Joe sussurrou no ouvido de Demi que se arrepiou.

- Está dizendo que meu oral está péssimo? – Ai não, Joe mexeu a onça com a vara curta. Demetria estava soltando ”fogo pelas ventas” depois do comentário do seu pobre marido que estava prestes a morrer.

- Não está péssimo, mas talvez isso aqui lhe estimule a voltar ao seu melhor... um sabor diferente... talvez não?! – Joe se embolara com as próprias palavras e engolia seco enquanto falava.

- Joseph, a minha vontade é da próxima vez que eu estiver te fazendo um carinho lá em baixo... – Demi começou a alisar o marido demonstrando que ela não estava mais chateada com ele, o que era mentira. - ... eu faço questão de dar uma mordida também, pra você gemer, de dor. Idiota!

Joe se arrependera de ter aberto a boca pra falar aquilo de Demetria. Ela estava furiosa e ele ia ter que ser muito esperto pra desfazer a burrada. Demetria saiu do corredor que eles estavam batendo pé e jogando as coisas que estavam em sua mão, direto no carrinho, com muita raiva. Joe sabia que ali havia começado uma guerra. E a primeira perda da guerra era alguns dias sem sexo, até sem beijos.

O caminho para casa fora um tormento para Joe que teve que ouvir a esposa reclamar dele o caminho inteiro. Demi estava transtornada, se sentindo magoada com o que Joe havia comentado.  Como ele falara a ela, ela estava fazendo uma tempestade em copo d’água. Ele apenas havia feito um comentário bobo. O objetivo das camisinhas com sabor era apimentar um pouco mais as relações deles. Mas tudo que Demi tinha na cabeça era que ela era uma péssima esposa e que era mal de cama.

- Aproveita que você comprou essas merdas dessas camisinhas e entrega a seu filho, que está transando com a namoradinha dele dentro da nossa casa, sem a nossa permissão. – Demi estava alterada e batera a porta do carro o suficiente para fazer com que o alarme do mesmo soasse.

- Amor, tenha calma, você se chateou com uma coisa sem necessidade...

- Vá pro inferno Joseph!

Demi entrara na casa seguindo direto para o quarto de Valentina verificar como a menina estava, ela havia pedido para David tomar conta da menina enquanto ela e Joe iam no supermercado comprar algumas coisas. Valentina estava com seis meses e seu quadro havia progredido muito nos últimos dois meses. Ela já conseguia ficar mais de cinco horas sem o tubo de oxigênio e já estava se alimentando de algumas comidinhas e não apenas do leite materno.

Joseph ainda estava se acostumando em pegar a filha e cuidar dela, só ficava com a menina caso Demi e David estivessem muito ocupados e não tivesse outra saída. A culpa que ele sentia já estava acabando mas ele tinha medo de acontecer outra coisa com a filha sendo ele o culpado.

- Pai, o que você fez com a mamãe? – David descia as escadas rindo enquanto ia em direção ao pai que parecia cansado. – Ela entrou no quarto da Val uma fera, pensei até que ela ia me jogar da janela, me expulsou de lá.

- Sua mãe é uma louca. – Joe suspirou já pensando no que fazer pra virar o jogo. Demi estava em vantagem.

- Eu sei, mas você a deixa assim... – David amava ver Joe caindo aos pés da mãe se desculpando e fazendo as vontades dela. Era engraçado ver o pai todo fortão, musculoso, virar um garotinho pra fazer Demi o desculpar.

- Não gasta com a minha cara Dav. Ou pode acabar ferrando com você também... – Joe terminara de colocar as sacolas de compras em cima da mesa e começara a arrumar com a ajuda de Dav. – E ela mandou te entregar isso.

David corou assim que o pai tirara de dentro de uma das sacolas cinco pacotes de camisinha. Ele não estava transando com Emilly, mas toda vez que tocava no assunto de “sexo” com os pais ele corava muito, ainda mais se vinha acompanhado do nome “Emilly”.

- Eu não preciso disso pai.

- Como não David?! Você quer engravidar a garota? – Joe estava assustado. Já ia começar a dar um sermão no filho achando que ele estava sendo irresponsável.

- Não estamos transando... não ainda... eu acho... não estamos Pai. – Dav gaguejava enquanto tentava explicar ao pai que ele não estava tendo relações com a garota pela qual ele era apaixonado. – Só estamos nos beijos mesmo. A Emilly é muito tímida pra essas coisas.

- Mas sua mãe disse que vocês estavam transando...

- A mamãe é louca. Ela cismou com isso desde o dia que a Emilly dormiu aqui por acaso, e isso já tem uns quatro meses... – Joe ficara chocado que isso ocorrera com seu filho e Demi não conversou com ele sobre, até então.

- Mas nem um oral? Nem uns amassos? – David cobrira o rosto com as mãos imediatamente. O menino estava mais vermelho que um pimentão e Joe estava se divertindo com a situação. – Filho, você está na fase que os hormônios estão á flor da pele, e ela também provavelmente, deve ter alguma excitação em vocês. Eu não consigo nem olhar uma foto da sua mãe que fico excitado...


- Pai! Por favor, me poupe os detalhes... não quero me traumatizar ainda mais com vocês.


19.5.17

Epílogo

EPILOGO

Joseph

SETEMBRO

Nós colocamos em um cobertor na grama no Washington Mall, um pequeno semi-isolado lugar, longe da multidão. O céu é uma cor preta profunda, mas as luzes da cidade são muito brilhantes para deixar-nos ver quaisquer estrelas. Demi se inclina para trás contra o meu peito e minhas mãos vaguear sobre ela preguiçosamente, passando em seu lado, coberto por uma mini vestido rosa claro, e sob os braços nus. O ar de setembro é quente, com uma brisa agradável. Um suspiro escapa de seus lábios sorridentes, e tomo um gole de uísque do copo de plástico que temos bebido por toda a noite.

Eu dou um beijo na sua têmpora quando Elton John toca as notas de sua última música do piano.

Eventos como este, um festival de música no Outono, são livres, primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Embora Demi temia porque Elton John estaria tocando, nós não nos matamos para tentar obter assentos na primeira fila. Nós simplesmente sentamos e relaxamos após uma longa semana no escritório. Para apreciar a música... e nós.

Mas a medida que a melodia familiar de "Your Song" sai dos alto-falantes, eu coloco minha boca no seu ouvido, a respiração provocando arrepios sobre sua pele macia.

— Dança comigo. — Sussurro.

Arqueia suas costas para me encarar, seus macios olhos lânguidos, da mesma maneira que olham para mim quando eu tomo o seu corpo depois de levá-la para o céu com a minha boca.

— Não me diga que você realmente começou a gostar de dançar.

Beija a ponta do nariz. — Não. Nunca serei um fã. — Levanto-me, levando-a comigo, mantendo-a dentro do círculo dos meus braços. — Mas eu sempre dançarei com você. A qualquer hora e em qualquer lugar. Além disso... esta é sua canção.

É uma surpresa que eu planejei um presente para ela. Tenho certeza de que vai explodir sua mente, e espero que mais tarde ela expresse a sua gratidão durante a noite.

O anúncio perfeitamente sincronizado sai do microfone de Elton. — Nós temos uma dedicação, senhoras e senhores. Isso vai para Demi, com amor, Joseph. — E então ele começa a cantar.

Seus olhos são tão redondos como uma moeda e fixam em mim com um pequeno choque. — Oh, meu Deus! Eu não posso acreditar que você fez isso... como você fez isso?

Eu dou de ombros. — Conheço pessoas que conhecem as pessoas que conhecem algumas pessoas de Elton. Eu pedi favores.

Ergue-se na ponta dos pés e me beija duro, fazendo-me pensar que esta era a melhor ideia que eu já tive. Contra meus lábios, ela me diz: — Eu te amo.

Enquanto descansa a cabeça no meu peito, eu sussurro: — Eu também te amo.

— Eu tenho o melhor namorado do mundo.

Meu peito vibra com o riso. —Sim, tem.

Quão maravilhosa é a vida enquanto você está no mundo.

E então nós dançamos.

NOVEMBRO

— Empurra!

— Estou empurrando. Ele é ajustado.

— Mais forte.

— Se eu fizer mais forte, eu vou quebrar alguma coisa, caramba.

— Apenas meta-o.

— Estou tentando. — Rosno.

— Alguém mais está se excitando com essa conversa? — A voz distante de Jake vindo do outro lado da super pesada mesa que me prende na porta.

Com um grito, conseguimos passá-la, e em seguida, a colocamos suavemente contra a janela, tal como disse Demi. Desta forma, podemos apreciar a luz natural do sol, enquanto o desço sobre ela.

— Me sinto muito cansado para ficar excitado. — Eu gemo, limpando o suor da testa.

Demi, em seguida, entra no quarto, e meu olhar cai naturalmente na sua forma magnífica apertada pela blusa de gola alta preta que realça seus seios. — Esqueça, eu não estou tão cansado quanto eu pensava.

— Se vê muito bem. — Grita, com um sorriso. — Esta é a última.

Demi me pediu para morar com ela na semana passada. Eu estava praticamente morando aqui desde meados do verão. Mas a ideia de torná-lo oficial, para acordar juntos todas as manhãs e voltar aqui, para casa, juntos, cada noite é incrível. Sua casa é maior do que o meu apartamento, e já mobilado, então a maioria dos meus móveis fica com Jake. Exceto pela mobília do quarto de Mary, que estão agora no terceiro quarto da casa, o único elemento que eu insisti em trazer foi minha mesa. Assim em vez de um quarto de hóspedes, o segundo quarto tornou-se agora um escritório para ambos.

Demi desfruta dessa mesa grande de carvalho tanto quanto eu. Especialmente para o espaço adicional fornecido enquanto estiver trabalhando nele, e como eu disse ... para foder.

Brent entra segurando copos de champanhe e Demi estala a rolha da garrafa nas mãos. Nós enchemos os copos, passando todos eles, e proponho um brinde.

— Minha mãe costumava dizer que o lar é onde o coração está. Mas realmente nunca entendi como verdadeiro que era... até agora. — Eu olho para Demi. — Você é meu coração, então onde quer que esteja, estou em casa.

Coloca um beijo em meus lábios.

— Bem, agora eu estou realmente excitado. — Comenta Jake. Então ele diz a Brent: — Você está pronto para ir? Beber em bares?

— Eu nasci pronto. — Diz Brent. Então nos pergunta: — Vocês vêm?

Com seus braços em volta da minha cintura, Demi, diz: — Tenho a intenção de fazê-lo em breve... e se a história é qualquer indicação, mais de uma vez. — Então ela me beija novamente.

— Ewww. — Diz Brent. — Vocês são nojentos.

Os acompanhamos até a porta da frente. — Mas, falando sério — pergunta Brent — vocês não vêm?

Dou-lhe um tapinha nas costas. — Eu não posso, eu tenho um monte de trabalho a fazer.

Nós dizemos o nosso "obrigado" e "adeus" e fecho a porta atrás deles.

Demi olha para mim. — Você ainda vai trabalhar no caso Penderson?

Eu rio. — Não, Dem, não falava sobre esse tipo de trabalho.

Ela sorri. — Então, que tipo de trabalho que você estava falando?

Pego-a em meus braços. — Batizar cada quarto nesta casa. Vai ser um trabalho muito duro e suado.


FEVEREIRO

Foi um dia mau. O problema começou com um cliente excêntrico que me incomodou com uma condenação anterior por agressão fora do Estado, então progrediu em uma petição de recurso que não estava em meu favor. Como se isso não bastasse, uma explosão ártica decidiu descer sobre DC, de modo que era mais frio do que a teta de uma bruxa, o tipo de frio que sente como agulhas picando seu rosto cada vez que o vento soprava.

A única boa parte do dia era que ele estava prestes a terminar. E eu fui capaz de encontrar um lugar de estacionamento em frente ao tribunal, junto as escadas, pelas quais estou passando agora. Depois de passar pela segurança, a sensação começa a voltar aos meus dedos enquanto eu entro na sala do tribunal e sento-me na parte traseira. Eu tomo uma respiração profunda, e assisto. Faz as perguntas finais de seu interrogatório, se aproximando da mesa da defesa, seus saltos pretos soando no chão. Todos os olhos estão focados em Demi, não só porque seu bumbum parece grande na saia preta justa, mas devido à sua presença. Sua postura, tom de voz, domina a sala e a atenção de todas as pessoas está nela.

A frustração do dia vai, substituída por uma paz tranquila e muito orgulho, porque essa incrível, fascinante e capaz mulher, é minha.

Depois que o Tribunal termina a sessão, eu me aproximo dela por trás, mantendo as pastas na sua maleta. Envolvo um braço em volta da cintura e dou um breve beijo atrás de sua orelha. Ela fica tensa por uma fração de segundo antes de relaxar no meu abraço. Porque, sem se virar, ela sabe que sou eu.

— Bom trabalho.

Sorri-me sobre seu ombro. — Obrigada. O que faz aqui? Eu pensei que veria você em casa.

— Faz frio lá fora... Eu não quero que você caminhe.

Então eu pego o buquê de rosas nas minhas costas. Seus olhos castanhos umedecidos e seus lábios perfeitos formar um sorriso. — Por que isso? — Aproxima as flores de seu nariz e inala.

Beijos sua testa. — Porque eu posso.

As luzes brilham suavemente através das janelas, iluminando a casa como um farol de calor, conforto e lar. Sherman compete pela nossa atenção assim que entramos pela porta, abanando o rabo e mostrando a língua nos dizendo que tem sido um bom menino e que os sapatos de Demi sobreviveram sem ser destruídos, pelo menos por hoje. Ela serve um copo de uísque para mim e um copo de vinho para ela, enquanto eu tiro a carne da geladeira marinado no meu molho especial. 

Falamos sobre os acontecimentos do dia, planos para amanhã, e tudo mais, enquanto eu vou para a varanda para acender o carvão. Porque apesar de ser inverno, mesmo que não seja domingo e não estarmos em Mississippi, Demi ama o meu assado.

Mais tarde, depois que os pratos são lavados e secos, as notícias passam na TV quando eu saio do banheiro de banho tomado, com uma toalha em volta da minha cintura. Demi descansa na cama, uma perna dobrada, seu laptop apoiado em seu estômago, vestindo apenas um corpete bordado rosa sem alças e calcinha combinando. Seu olhar passa através de mim, devorando todos os meus músculos tonificados, e em seguida, fecha o laptop com um baque surdo.

E eu deixo cair a toalha.

Subo na cama como um predador, minhas intenções tão nuas como minha bunda. Reclama quando me inclino sobre ela, gotas frias caem do meu cabelo para sua clavícula.

— Está molhado. — Ela diz em um sussurro rouco.

Passo a língua no meu lábio inferior e minha mão sobre sua pele macia, para baixo entre as pernas, onde já está escorregadia e animada para mim.

— Você também.

Eu levo o meu tempo e faço amor devagar e silenciosamente, essa sempre presente paixão ardente sob a superfície. Depois é ruidoso e forte; ela terá hematomas pela manhã em seus quadris e eu arranhões nas minhas costas. Nós adormecemos em cima dos cobertores, a nossa carne quente o suficiente para nos manter aquecidos.

O dia podia ter sido horrível... mas a noite foi tão perfeito como você pode imaginar, porra.


MAIO. 
SUNSHINE, MISSISSIPPI.

A caminhonete de Jenny para na entrada da garagem da casa dos meus pais, e assim que os pneus param, Mary pula do lado do passageiro. — Olá papai! Olá Demi!

Abraça-nos longa e docemente.

— Parece que você cresceu seis centímetros desde que te vi pela última vez. — Isso foi durante as férias de primavera, quando ela ficou conosco em DC.

Com o braço em volta da minha filha, Demi olha para ela e pergunta: — Quer andar a cavalo?

Mary balança a cabeça, e simplesmente sorri, provocando. — Alguém pensa que é uma amazona.

Demi colocou seu dedo médio no índice e adoravelmente insiste. — Blackjack e eu somos assim. 

Nós temos uma coisa mental completa entre nós, ele me entende.

Eu ainda sorrio enquanto eu corro para o caminhão para ajudar Jenny descer. — Olá. — A beijo na bochecha e dou-lhe um abraço. — Ou, a coisa mais próxima de um abraço que posso, considerando o tamanho da sua barriga. — Inferno, Jenny, você está enorme.

Franze a testa. — Por que você não vai para o inferno e você morre Joseph? Que tipo de coisa é essa que diz a uma mulher grávida?

— A verdade. Não me lembro que você era tão grande com Mary. Você com certeza têm dois aí dentro?

Esfrega sua barriga grávida de oito meses. — Não, apenas um. Um deles é o suficiente, e tomarei a peridural dessa vez.

Rio. — Não. Se a enfermeira Lynn está lá, você não vai conseguir.

Demi abraça Jenny saudando. — Poderíamos ter ido a sua casa para buscá-la.

Jenny acenando com a mão. — Não, é bom para eu sair. Eu fiquei presa... pisos escorregadios são limpos, JD disse que vai colocar uma fita "Cuidado".

Falamos por alguns minutos, em seguida, Jenny vai e nós dirigimos para o celeiro. Mary caminha à nossa frente, e eu seguro a mão de Demi enquanto ela caminha ao meu lado.

— Então... você já pensou sobre isso?

— Sobre que?

Viro a cabeça na direção de onde Jenny acabou de sair.

— Um bebê?

Eu digo: — Um bebê.

—Você e eu?

— Bem... eu prefiro. Iria ficar com raiva se fosse você e outra pessoa.

Ela ri. — Joseph, tente ser um casal.

— Eu sei.

— E você tenta ser um casal.

— Certo. — Caminhamos em silêncio. Então eu me inclino mais para ela, perguntando: — Então isso é um sim?

Ela sorri. — Sim... Eu vou pensar sobre isso.

Lhe dou seu sorriso torto favorito. — Bem.

Demi levanta um dedo. — Mas não agora.

— Não.

— Assegure-se que seu esperma tome nota disso. Ele tem a fama de ser travesso.

Assinto. — Vou mandar um memorando ao meu esperma, com cópia para seus ovários.

Acenos. — Mas em breve.

— Breve é bom.

Balanço nossas mãos unidas. — Provavelmente deveríamos nos casar primeiro.

Demi para, olhando para mim. — Isso é um pedido?

Eu me viro, segurando seu queixo e passos os dedos em seus lindos lábios. — Querida, quando eu pedir, você não vai duvidar se estou fazendo. — Em seguida, a beijo suavemente. — Mas será em breve.

Ela sorri ampla e ofuscante. — Breve é bom.


18.5.17

Capitulo 24

CAPITULO 24

Joseph

Brent e eu dirigimos em tempo recorde de volta para DC, eu pressiono meu Porsche ao limite e ele não me decepcionou. Me recusei a parar de madrugada, assim um dos dois dormiu no banco do passageiro, enquanto o outro dirigia. Para dois homens com mais de 1,80 metro o Porsche não é um lugar adequado para ter sonhos agradáveis, mas Brent não se queixou. Ele sabia que me matava estar tão longe e coloquei “Ride of the Valkyries” na repetição para aliviar o clima.

Estaciono em frente a cabana e corro em direção a Demi. Ao me aproximar, vejo caixas em sua varanda e móveis do lado de fora. Meu coração palpita no meu peito. Está se mudando?

Bato na porta, a impaciência tensa minhas costas. A porta se abre... e um gigante olha para mim. Literalmente. Um metro e noventa, peitos largos, semelhantes aos de um profissional lutador, uma carranca ameaçadora.

— O que quer?

E eu me sinto como uma criança de dez anos. — Demi está?

— Quem quer saber? — Me olha dos pés à cabeça, seus olhos me avaliando. Olhos castanhos. Olhos que sou intimamente familiarizado.

Aponto o dedo. — Você é seu irmão; o que ela disse que podia chutar meu rabo. O doutor. — Não confirma, mas não nega. — Eu sou.... sua irmã e eu somos... — Eu me recuso a chamá-la de minha amiga, porque é muito mais do que isso. Então, pela primeira vez na minha vida, fico balbuciando como um idiota. — Eu sou seu.... estamos... me contou tudo sobre você.

Cruza os braços e parece maior. — Não me disse uma palavra sobre você.

Antes de poder responder, outra cara vem até a porta, é do tamanho normal, um pouco menor do que eu. Ele tem cabelo castanho, curto e grosso, um sorriso amigável e cintilantes olhos da cor de café, assim como Demi descreveu.

— Victor, venha aqui, a poltrona não vai se mover sozinha. — Diz ao Gigante. Então me vê. — Olá.

Eu estendo a mão, ansioso para me apresentar ao irmão mais próximo de Demi. — Joseph Shaw. É o Thomas?

Ele aperta minha mão e seu sorriso se alarga. — Isso. Como está, Joseph? Entre. Demi me disse sobre você.

O Gigantón se põe de lado enquanto eu entro. — Por que ela não me contou sobre isso?

Thomas dá a seu irmão um olhar que eu já vi em meus próprios irmãos. — Porque você não pode guardar um segredo, nenhum de nós lhe diz nada. — Em seguida, ele me bate nas costas e pergunta: — Você vem para arrastá-la?

Eu ri um pouco nervoso. — Sim. Como sabe?

— Conheço minha irmã.

— Por que tem que arrastar? — Pergunta o Gigante.

— Não importa. — Diz Tomas. — Sempre e quando se encontre aqui.

Então caminhamos para a sala, cheia de caixas e móveis. Parece como se um tornado tivesse passado aqui em vez de no Mississippi.

— Demi sentiu que o lugar precisava de uma mudança. — Explica Tomas. — Ela fica assim quando está estressada. Então, eu chamo as tropas, e aqui estamos.

Na cozinha, vejo outro cara, de cabelos escuros, usando óculos estilo John Lennon, Lucas, irmão número dois, eu acho. Perto da cadeira mais alta, mas ainda um homem forte de cabelo sal e pimenta.
O pai de Demi.

Caminho para ele e estendo a minha mão. — Olá, Sr. Ludwig, sou Joseph Shaw. É uma honra conhecê-lo. — Faço uma pausa, tentando pensar nas palavras certas. — Senhor, acho que sua filha é uma mulher incrível.

Por um momento, me perfura com um olhar intenso. Em seguida, ele sorri e aperta minha mão. — É bom conhecê-lo, Sr. Shaw.

Todas as cabeças se voltam para a mulher que desce as escadas. A mãe de Demi é menor do que eu imaginava, com o cabelo na altura dos ombros, escuros, e as características bonitas e familiares. Seus olhos estão em mim, cheio de reconhecimento; e animosidade. E eu sei que Thomas não é a única da família com quem Demi abriu seu coração.

Aproximei-me dela, segurando a minha mão. —É um prazer conhecê-la, a Sra Ludwig, eu sou...

Olha para a minha mão com desdém e me corta, em português. — Você é um homem estúpido que machucou a minha filha. Se fosse comigo, eles nunca encontrariam o seu corpo¹.

1 Em português original ‘Você é um homem estúpido que machucou a minha filha. Se fosse comigo, eles nunca encontrariam o seu corpo.”

Parece que eu sou estúpido, e se ela me tivesse nunca encontrariam o meu corpo.

Lindo.

Eu balancei minha cabeça. — Estou tentando fazer isso direito aqui. Demi significa ... tudo para mim. — Eu estou aqui para fazer a coisa certa. Para Demi que significa tudo para mim.

Pelo menos, eu espero que tenha dito isso.

Seus olhos se arregalam em surpresa.

— Demi me ensinou português. — Digo, encolhendo os ombros. — Aprendo rápido.

Um sorriso relutante aparece nos lábios da Sra Ludwig e sua cabeça se inclina relutantemente. Então ela fica de lado. — Ela está lá em cima no quarto, pintando.

— Obrigado senhora.

Furtivamente, eu ando através da porta aberta. Ela está de costas para mim, observando a tinta fresca na parede. Aproveito a oportunidade para absorvê-la. Seu cabelo é recolhido, pequenas mechas acariciam sua pele sob sua orelha. Me embebo de seus ombros delicados sob sua camisa vermelha, calças de ioga preta, a elegante curva de suas costas que leva à curva requintado de sua bunda, também doce.

— O que você acha, Mamãe? — Ela pergunta sem se voltar, com a cabeça inclinada. — Eu não tenho certeza do amarelo, é mais apagado do que o que parecia na amostra.

— Se você quer a verdade, eu acho que se parece com xixi de cão seco.

Ela se vira rapidamente, seus olhos se arregalaram como se estivesse vendo um fantasma. — Joseph!

— Depois de um momento, piscando, tentando controlar sua surpresa. Age casualmente. — Quando você chegou em casa?

Mas casual você pode beijar minha bunda.

— Eu não estive em casa. Deixei Brent e vim direto para cá. Para você. — Agora, eu devoro a vista frontal, aqueles lábios, seios deslumbrantes onde eu quero descansar minha cabeça, olhos verdes como pedras preciosas.

Eu ergo meu queixo e aponto para as latas de tinta. — O que é isso?

Nervosamente olha das latas para mim. — Redecorando. Eu senti que precisava de um novo começo.
Eu avanço, eu preciso estar mais perto. E eu seguro tanto quanto eu posso. — Cristo, eu senti sua falta, Dem. Os últimos dois dias pareceram uma eternidade.

Olha para o chão. — Sinto muito por ter te deixado da maneira que eu fiz, mas eu precisava...

— Não. — Caminho irado, o resto do trajeto para o outro lado do quarto. — Você teve sua chance de falar. Argumentou seu caso; agora é a minha vez. — Estendo uma cadeira dobrável perto dela, e mantenho uma advertência clara a minha voz. — Então, sente e escute.

Seus olhos se abrem por um segundo e eu acho que vai discutir. Mas, em seguida, faz o que eu digo.
Eu estou na frente dela. — Você começou o jogo de softball com os olhos de Amsterdam na sua bunda.

— Joseph, eu lhe disse ....

— Silêncio — solto, pressionando um dedo sobre os lábios agora fechados. — Quando eu quis arrancar seus olhos por ficar te olhando, foi a primeira vez que senti... mais. Não tinha o direito de dizer-lhe para não olhar, mas eu queria.

Passo a mão pelo meu cabelo, tentando explicar, para que me entenda.

— Essa é a verdadeira razão que eu lhe pedi para ir comigo; mas eu não sabia disso na época. Não queria ficar longe de você, eu não queria correr o risco de te perder para mais alguém. E quando eu te vi lá na minha casa; com pessoas que significam muito para mim... tornou-se mais intenso. Amar você, precisar de você, sentindo-me tão extremamente grato por ter você. Mas tudo estava fodido; misturado com o casamento de Jenny, com a sensação de que precisava fazer alguma coisa para mantê-la.

Se inclina para a frente, segurando cada palavra; seus olhos cheios de esperança e medo, quebram meu coração.

— Quando eu tinha resolvido na minha cabeça, quando eu finalmente tive a coragem de admitir o quanto você significava para mim... já era tarde demais. Eu não sabia se havia uma possibilidade de que você sentia o mesmo. Eu não sabia como explicar isso sem você pensar que era a segunda opção. Eu nunca quis que você se sentisse assim, nem por um minuto. Jenny sempre será minha amiga, a mãe da menina que sempre será a dona do meu coração, a primeira garota que eu amei. — Então minha voz torna-se áspera, embargada pela emoção. — Mas você, Demi... Eu juro, se você deixar... você vai ser a última.

As lágrimas que permeiam seus belos olhos rolam pelo seu rosto. Eu agacho na frente dela e deslizo minha mão para baixo do ombro e seguro seu pescoço.

— Me encontro muito bravo com você. Eu quero sentar-me na cama, jogá-lo para baixo e bater em seu traseiro até que ele esteja vermelho como a parede abaixo.

Se assusta. — Com raiva de mim? Por quê?

— Porque deixou-me te machucar. Você nunca disse nada. Quando penso no que deveria ser para você... como mil cortes de papel.

Tomo seu rosto, enxugando as lágrimas de suas bochechas com meus polegares, porque eu não posso não tocá-la mais.

Pisca para mim, respirando. — Joseph foi um grande argumento final.

Eu olho em seus olhos. — É o que eu faço. Então... qual é o veredicto?

Acariciando meu cabelo com os dedos, sua expressão terna e suave. — O veredicto é... não.

Eu sabia, eu nunca duvidei, nem por um segundo, do meu poder de persuasão. Tinha certeza de que, só tinha de explicar a ela... espere.

O quê?

Dou um passo para trás. — O que o inferno que você quer dizer? Não? Você não pode dizer não! - Minha testa umedece e meu coração protesta em meu peito.

Ela dá de ombros. — Eu acabo de fazer.

Minhas mãos reflexivamente agarram a sua mandíbula. — Que porra, Dem? Dois dias atrás, você disse que estava apaixonada por mim! Não se esquece alguém em dois malditos dias!

— Exatamente. — Diz suavemente.

— Não entendo...

— Na semana passada, te vi sofrer por outra mulher. Durante meses, eu ouvi falar de Jenny, Jenny isso, Jenny aquilo. E agora que ela não está disponível, de repente, você percebe que eu sou a que você ama?

— Dem, há muito tempo que eu não estou apaixonado por Jenny. Eu só não sabia até agora. — Engulo em seco. — Não... você não acredita em mim?

Toca meu rosto, traça meu queixo, olhando para o padrão de seus dedos com grande atenção.

— Eu gostaria de acreditar. Quero tanto acreditar em você. — Em seguida, afasta o seu toque. — Mas... Eu não posso ser a sua segunda opção. E não vou ser. Isso me mataria, Joseph. Uma semana atrás, eu estava contente por ter qualquer parte de você, mas não sou mais satisfeita com isso. Quero tudo de você. A sério. E para sempre.

Eu me aproximo, olhando em seus olhos. — Amor, você me pegou. Pelo coração, bolas e qualquer outra forma que desejar.

Um sorriso sai de seus lábios enquanto me olha com ousadia. — Prove.

Meus dentes cingem seu lábio inferior enquanto eu considero as formas gloriosas que eu posso mostrar o que significa para mim, uma e outra vez. Há risos na minha voz quando pergunto: — É um desafio?

Cor tinge suas bochechas e o ar entre nós muda. Mais intenso, mais quente, torna-se, não só atração, mas a promessa de algo mais profundo. Um futuro. Juntos.

— Sim.

Me aproximo mais e acaricio seus lábios contra os meus, um toque leve como uma pluma. E prometo: — Bem. Então, vamos começar de novo. Desde o princípio. Da maneira que nós deveríamos ter começado. Sem amizade com benefícios. Vou fazer direito. Vou levá-la para lugares grandes, ficaremos juntos todo o final de semana. Eu quero que se vista para mim para que eu possa tomar o meu tempo tirando sua roupa. Eu quero memorizar cada polegada de seu corpo e ouvir cada pensamento em sua mente. E então, você não terá nenhuma dúvida de que a única mulher que eu quero, a única que eu amo: é você.

Demi se inclina, sua bochecha e nariz roçam nos meus. Sua voz é um pouco sem fôlego quando ela pergunta: — Então... isso era você me convidando para sair, certo?

— Definitivamente.

E, em seguida, seus olhos brilham. — Eu gostaria de deixar claro que sou totalmente aberta ao sexo no primeiro encontro.

Eu rio. — Eu estava muito, muito esperançoso de que dissesse isso.

Então eu pressiono meus lábios nos dela. Sua boca se abre, me acolhendo, a língua doce me encontra no meio do caminho. Eu sinto suas mãos agarrarem minha camisa, deslizamento sobre meus ombros, o pescoço, acariciando meu queixo. A pressiono contra mim, segurando-a, deixando-a saber com cada toque dos meus dedos, cada palavra sussurrada que eu não quero deixá-la ir. E sinto o mesmo dela; alívio, alegria a cada respiração, cada promessa suave. Demi e eu já nos beijamos mil vezes, mas nenhuma como desta vez. É diferente. Melhor.

É malditamente perfeito.

A maioria das histórias termina ao final. Mas essa, não.

Ela termina com um novo começo.


17.5.17

Capitulo 23

CAPITULO 23

Joseph

Todo mundo sempre fala sobre como calmo e pacífico é o sul do país. Mas isso não é inteiramente correto. A cacofonia começa na escuridão: gafanhotos, mosquitos, grilos e insetos correndo mais forte do que você pensa que seja possível. E ao amanhecer, é o uivo dos animais, o clique da explosão de cigarras, o bater dos cascos, e a sonata ensurdecedora das aves.

São as aves que me tiram do sono, sono profundo de um homem que está em paz com a escolha que fez.

Mesmo antes de abrir meus olhos, eu sei que ela se foi.

Eu sinto isso no espaço vazio ao meu lado, a falta do perfume de seu shampoo, gardênia e Demi. Me levanto, apertando os olhos e olhando ao redor.

Bagagem? Não está.

Roupas do ambiente de trabalho? Nada a vista.

Vestido roxo no chão? Desapareceu.

Foda-se.

Como no inferno poderia dormir sem falar com ela primeiro? Sem dizer que...

— Filho da puta!

Eu entro em um par de jeans e corro sem camisa e descalço pelas escadas. Eu corro em casa, com esperança.

Mas quando eu chego lá, a única pessoa na cozinha é Brent, tomando uma xícara de café e comendo um Muffin Blueberry da minha mãe.

— Onde ela está? — Eu resmungo, chateado, mas muito disposto a acertar as contas com ele.

Come o bolo, olhando para mim com os olhos distantes, avaliando. — Ela ligou para o hotel a cerca de quatro horas. Pediu um táxi para o aeroporto. Jake não iria deixá-la ir sozinha e mudou seu bilhete para voar de volta com ela.

Meu peito está vazio. Eu estraguei tudo.

Mas então eu me lembro... — Demi não voa.

O olhar de Brent se aquece um pouco mais, com piedade. — Então eu acho que ela realmente queria sair, porque ela voou hoje.

Caio na cadeira, as rodas já girando, encontrando formas de rastreá-la, amarrá-la se necessário. — Por que você não me acordou?

— Ela nos pediu para não fazê-lo. Ela disse que tinha que se acalmar. Ela prometeu que quando voltarmos, tudo será como antes. — Ele faz uma pausa, e então acrescenta: — Desculpe, Joseph.

Bato na mesa. — Não quero que as coisas voltem ao maldito normal! Eu amo ela, Brent!

Passa a mão na sua barba por fazer. — Eu não sou Dr. Phil ou algo assim, mas provavelmente deveria ter mencionado isso para ela.

Chega um momento na vida de cada homem, quando dá uma olhada boa, muito boa dentro de si mesmo, e admite que tem sido um tolo. Um idiota egoísta.

Eu não sei se é o mesmo para as mulheres, mas se você tem um pau, é inevitável. Porque mesmo bons homens, homens corajosos, líderes mundiais, renomados cientistas, teólogos e estudiosos de Rhodes, tem um pedaço ganancioso, egoísta dentro deles. Um buraco infantil, necessitado de escuridão que é nunca satisfeito. Olhe para mim, me ouça, diz ele. Ele quer o que não pode ter, e todas as coisas que você pode. Ele quer para comer todos os fodidos bolos. Ele sabe que o mundo não gira em torno de nós, mas isso não o impede de tentar desafiar as leis da física e que seja assim.

Este é o meu tempo imbecil. Abandonado pela mulher que amo. A menina enormemente bonita que eu não posso nem pensar em perder.

A pior parte é que eu vejo como tudo deu errado. Cada erro. Cada escolha terrível.

Se eu tivesse tido a consciência de voltar atrás e avaliar a situação do lado de fora, nada disto teria acontecido. Mas eu estava profundamente em um buraco negro, com apenas eu, eu mesmo, e eu de companhia.

Minha mãe diria que minhas galinhas voltam para o poleiro³. É uma metáfora apropriada. As aves têm uma fonte infinita de merda orgulhosamente deixada para trás. Então, quando elas dormem?

3 É uma expressão que significa que você tem que enfrentar suas más decisões.

Apenas sugam.

Brent limpa a boca com um guardanapo e se levanta. — De qualquer forma, é nove e meia, o casamento começa em duas horas. Eu preciso voltar para o hotel para me vestir. JD convidou-me ontem à noite, que inferno de homem.

Eu bufei. — Sim, Quão Fodido JD.

Ele bate no meu braço. — Não se preocupe você ainda é o sulista mais legal que eu conheço.

Isso é quando eu percebo como a casa está. Esta casa nunca é tão silenciosa. — Onde estão todos?

Brent vai para a porta de trás, contando os dedos. — Sua mãe está fazendo seu cabelo, o seu pai, tirando uma soneca, aparentemente, raramente consegue fazer. Carter está desmaiado no sofá da sala, nu. E seu irmão mais novo não voltou para casa ainda. — Então aponta para mim. — Ah, e sua irmã, Eva? Assusta-me muito. Se esta noite eu desaparecer, prometa-me que seu gabinete será o primeiro lugar que você vá para olhar.

Eu rio. E eu me forço para enterrar meus sentimentos: pânico, ansiando por Demi. Beber, respirar... porque hoje... minha menina vai se casar.

A igreja está cheia até a borda. Srta. Bea interpreta a "Marcha Nupcial", com seu velho órgão. Mary joga pétalas de rosa até o altar. E Jenny... Jenny está linda, como eu sabia que ela estaria. O rosto de JD olha quando ela entra na igreja, cheio de admiração, gratidão e amor.

E não me faz querer bater nele, nem um pouco. Não me deixa triste.

Se sente... como se devesse ser assim.

A recepção é ao lado de fora, atrás da igreja, em tendas brancas com mesas de piquenique e elegantes cadeiras dobráveis estofadas. A grama é tão verde como a grama do meu pai, o céu quase tão azul como os olhos de minha filha. A cidade inteira está aqui, as pessoas que me conhecem, mesmo antes de eu nascer. Brent Thompson fala com o pastor. Nicholas inclina-se contra uma árvore, tentando conversar com uma menina. Eva está cercada por um grupo de mulheres risonhas, todos sussurrando e com os olhos arregalados. Carter é o centro da atenção na grama, pregando para uma gangue de crianças com cara de adoração, observando-o como Jesus Cristo na montanha. Meus pais dançam a música da banda.

A única coisa que falta ... é ela.

Eu tentei ligar um par de vezes, mas me leva direto para o correio de voz. Digo a mim mesmo que só acabou a bateria e esqueceu-se de carregá-lo, meus poderes de persuasão parecem ser mais fortes com um júri do que com minha própria cabeça, porra.

— Guardei uma dança para você. Quer tirar proveito?

Jenny está ao meu lado, com as mãos postas, sorrindo. Nós vamos para a pista de dança de madeira improvisada. A medida que balançamos, eu digo-lhe: — Você está incrível.

Ela bate os cílios. — Eu sei.

Nós rimos e depois cautelosamente me questiona: — Demi voltou a DC?

Concordo em silêncio.

— Eu gosto dela, Joseph. Espero que não pretenda deixá-la escapar.

— Não tenho nenhuma intenção de deixá-la escapar, ela só não sabe disso ainda.

Olho para os olhos claros de Jenny, segurando-a em meus braços, minha querida e doce amiga.

— Estou feliz que você não deixou JD escapar. Você merece estar com alguém que olha da forma como ele olha para você.

Empurra o cabelo da minha testa. — Você também merece isso. — Ela observa por cima do ombro por um momento, e então seu olhar se volta para mim. — Lembre-se do outro dia à beira do rio? Quando você disse que Mary e eu somos a sua família?

— Sim.

Seus olhos brilham de entusiasmo. — Sempre seremos sua família.

O calor aumenta no meu estômago, uma espécie de calor reconfortante e terno. A voz de Mary pega nossos ouvidos e, ao mesmo tempo, olhamos para a nossa bela menina, rindo.

— Nós fizemos bem, certo, Joseph? Considerando tudo.

Minha voz é áspera, sufocada com sentimento. — Ah, Jenn, fizemos muito bem. Basta olhar para ela.
E por um tempo, só observamos. Intimamente ligados pelas memórias e amor infinito para a mesma pequena pessoa.

— Se eu pudesse voltar e fazer tudo de novo com você, eu iria. — Sussurra Jenny. — Não mudaria nada.

Eu olho em seus olhos, e então pressiono os lábios em sua testa suavemente. — Eu também. Nem uma coisa.

E é assim que Jenny e eu dizemos adeus.

Mais tarde, eu sento no sofá de balanço de madeira com Mary, olhando o continuar da festa. — E então, quando você terminar a escola, você vem para DC para o verão.

— Durante todo o verão, certo? Você promete?

— Todo o verão. — Eu digo, balançando a cabeça. — Dou-lhe a minha palavra.

— Será que a Senhorita Demi vai estar lá?

— Sim, estará.

Minha filha me olha de lado, os olhos astutos. — Você fez besteira, pai?

— Um pouco sim. Mas eu vou fazer as coisas direito.

Ela me dá sua aprovação com um aceno rápido. — Bom.

Um rapaz loiro com uma camisa de botões, e uma gravata solta, a chama de alguns metros de distância. — Hey, Mary! Estamos indo para o rio, você vem?

— Eu estarei lá. — Grita.

Minha testa franze. — Isso foi Ethan Fortenbury, certo?

— Sim, é ele.

— Eu pensei que era o ano de cavalo.

— Bem — ela suspira — ele disse que se arrependeu de ter dito que eu tenho mãos de homem. Ele me disse que só fez isso porque seu irmão mais velho o levou a fazê-lo.

Isso soa desconfortavelmente familiar.

— Esses irmãos certamente podem ser um problema.

Em seguida, ela sorri timidamente. — Ele acha que eu sou bonita. E gosta de como jogo futebol.
Oh, merda.

— Tem boa vista então.

— Sim.

Ela se levanta, alisando o vestido de cetim azul. Antes de fugir, imploro: — Ei, pequena, pode me prometer uma coisa?

— Claro.

— Apenas me dê mais alguns anos antes de começar a deixar minha barba grisalha, certo?

Ela ri e me beija na bochecha. — Tudo bem, papai, eu prometo.

Em seguida, ela vai saltar.

E eu balancei minha cabeça. — Ethan fodido Fortenbury. Filho da puta.