27.5.14

Capitulo 9 - Mini-Fic - MINI

 
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– ENTÃO… COMO vai você, irmãozinho? – Joe ouviu uma voz feminina perguntar assim que ele se sentou em uma baia no Jonas’s, no dia seguinte. Era início da tarde de domingo e a multidão que ia à igreja ainda não havia aparecido para o tradicional almoço de domingo, então ele aproveitou a calmaria par almoçar. Olhando para cima, viu a cunhada, Danielle, irmã mais velha de Demi.

Elas não se pareciam muito. Danielle era bonita, especialmente para uma mãe de três filhos de 30 e poucos anos, mas ela não tinha o visual extravagante de Demi. Seu rosto era doce, não dramático; a boca, delicada, não sensual. Não tinha o corpo incrível de Demi. Nem havia herdado o desejo da irmã de fugir dali.

Danielle personificava o mundo no qual havia crescido. Trabalhava no negócio dos pais, havia estudado ali na região. E se casado com um rapaz italiano que morava no mesmo quarteirão. Tinha ido trabalhar nos negócios da família dele. E logo começara a produzir um monte de bebezinhos italianos que eram a cara do pai.

Embora ambos fossem cabeças-duras e voláteis, e tivessem ficado conhecidos por berrar na rua quando se exaltavam, Kevin e Danielle eram absolutamente loucos um pelo outro. Eles tinham o tipo de casamento que qualquer um gostaria de ter. O tipo que ele teria sorte em ter… assim que descobrisse se realmente desejava aquilo.

Sem saber que o que ele queria estava se provando um verdadeiro incômodo, transformado em algo ainda mais incômodo pela distração muito sexy chamada Rosa Escarlate. Ele fora capaz de evitá-la durante o restante da noite anterior, enquanto trabalhava na boate, mas todas as vezes que os olhos deles se encontravam, ela o fazia se lembrar de que sabia que ele estava atraído por ela.

– Joe? – incitou Danielle. – Está tudo bem?

– Estou bem. Onde estão os garotos? – perguntou ele, olhando por cima do ombro dela em busca de seus sobrinhos mais velhos, ou o carrinho com o mais novo.

– Eu passei pelos fundos… Kevin Jr. e Mikey estão na cozinha com o pai. – Ela levantou a voz, sem nunca tirar os olhos da porta vaivém que dava para a cozinha. – E é bom não estar dando doces do jarro do avô se quiser viver mais um dia.

Da cozinha, veio o som da risada grave de Kevin. Joe apostaria dinheiro que os garotos já estavam ligadões por causa do pote secreto de balas de goma do avô.

– E o bebê?

Danielle franziu a testa, olhando em direção à porta do restaurante.

– Deve chegar a qualquer momento. É complicado trazer os meninos sem Kevin aqui para me ajudar. De jeito nenhum que eu poderia lidar com os três. Então ele ficou com a tia Demi. – Sorrindo aliviada, Danielle fez um sinal com a cabeça: – Aí estão eles.

Algo naquela cena de Demi empurrando um carrinho de bebê restaurante adentro fez o estômago de Joe se contorcer. Não porque ela parecia uma mãe nata… mas porque ela parecia triste. Nitidamente desconfortável.

Ele teve que rir. A mulher era tão diferente de todo mundo ali! Talvez fosse por isso que ele não conseguia tirá-la de sua cabeça.

– Ei, Dem, como vai indo com meu principezinho?

– Ele vomitou no meu cabelo. Duas vezes.

Danielle se precipitou e pegou o garoto de 3 meses no carrinho, aninhando-o bem pertinho de si.

– Awwww, o que você fez com ele?

– Eu disse a ele que, se vomitasse em mim outra vez, eu o levaria ao zoológico e o jogaria na jaula dos ursos – murmurou Demi. – O que você acha que fiz com ele?

Danielle deu tapinhas nas costas do bebê.

– Tudo bem, a tia Demi só esta mal-humorada porque não tem um rapazinho legal a quem aninhar… muito menos quatro, como a mamãe tem.

Joe quase engasgou com a água que bebia com aquela provocação. Se Danielle estivesse encarando a irmã, teria visto o raio mortal que havia saído dos olhos de Demi. Aparentemente ela o ouvira… porque de repente aquele raio mortal se virou em direção a ele.

Joe estendeu as mãos, as palmas expostas, em um gesto universal de paz:

– Não me jogue em uma jaula de ursos.

O olhar furioso dela desapareceu e ela deu um meio-sorriso.

– Não me provoque.

– Cuidado, Joe – avisou Danielle, ainda concentrada no bebê –, nossa Demi não é a doçura da qual você se lembra. Você não vai querer se meter com ela.

Ah, sim, ele queria se meter com ela. Meter as mãos nos cabelos dela e a língua na boca deDemi, e os braços em volta do corpo, e as pernas entre as coxas dela. Principalmente, queria se enveredar na vida dela… e que a vida dela se enveredasse à dele. Pelo menos o suficiente para ela lhe dar uma chance de recuperar parte daquele interesse que ela outrora sentira por ele.

Antes que Demi pudesse dizer qualquer coisa, a porta se abriu e mais membros da família entraram. Os pais dele e o irmão Frankie, com a esposa e o bebê a tiracolo, seguiam na frente. Havia amigos da vizinhança logo atrás. Em seguida, muitos primos, tias e tios, os quais vinham ao restaurante todos os domingos para uma grandiosa refeição familiar.

O corpo inteiro de Demi ficou tenso, o que Joe pôde perceber a um metro e meio de distância. Ela não queria fazer parte daquilo, não se sentia parte daquilo. E Joe, mais do que qualquer um no ambiente, compreendia. Então, sem dizer uma palavra, ele se levantou, pegou a mão dela e a puxou para sua mesa. Ela resistiu.

– O que…

– Venha, vai ficar tudo bem – sussurrou ele quando a puxou para se sentar ao seu lado. – Vou lhe dizer quem reconheço, você me diz quem você reconhece e vamos enfrentar isso juntos.

Ela o encarou, os olhos arregalados, a boca tremendo. Assemelhando-se a um cervo preso numa armadilha, ela parecia prestes a fugir. Parecia incapaz de lidar com alto tão inócuo, porém doloroso, como uma reunião de vizinhança.

– Tudo bem – repetiu ele. – Você consegue.

Foram necessários mais alguns segundos, mas aquele olhar repleto de pânico começou a desaparecer dos olhos dela lentamente. Assim que os amigos da família e vizinhos a cumprimentaram, Joe a sentiu começando a relaxar ao lado dele. Ela até mesmo papeou um pouco, sorrindo para pessoas que não havia visto em anos.

Tudo seguiu bem. Bem até o minuto em que alguma senhora do quarteirão bateu palmas, e então beliscou a bochecha de Demi:

– Ah, vocês formam um casal lindo! – exclamou ela. – Finalmente você arranjou um namorado, Demetria Lovato. Todos aqueles anos, e você finalmente conseguiu fisgá-lo!

Todo mundo ficou em silêncio, virando-se imediatamente em direção a ela. Principalmente Danielle. E os pais de Joe.

– Droga – murmurou Joe. O rosto dela ficou vermelho como os vinhos chianti que o Papà tanto adorava.

Joe colocou uma das mãos sobre a perna dela, embaixo da mesa. Porém, Demi a afastou. E com uma breve despedida para a irmã e para a família, e uma olhadela para Joe, ela saiu do restaurante a passos largos, sem olhar para trás. Nem mesmo uma vez.
 
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Esse teve que ser um pouco pequenininho, mas eu irei postar mais, ok?? Beijos e não se esqueçam de comentar, quanto mais vocês comentarem, mais eu postarei :)
 
EU AMO VOCÊS <3

9 comentários:

  1. Posta +! Quantos capitulos são essa mini fic?

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    1. já postei!! tem mais de 20, na verdade não é uma mini-fic, esta mais para uma fic, mas como eu comecei a postar ela para poder vcs não ficarem sem post, eu decidi colocar como uma mini-fic ;)

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  2. No cap 08 o Joe resistiu aargh q odio
    '-' kk' E essa vaca falando q a Demi conseguiu "fisga-lo" aaaaih qu raiva -' coitada da Demi se fosse eu teria cingado e sambado na sociedde jsosh ta parei,ta pfto *.* bjos s2

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    1. Joe foi um idiota a resistir a Rosa, mas ele estava pensando em Demi, ele esta disposto a conquistar ela :)
      família é assim mesmo, fala as coisas que não deve, nas horas erradas hahahaha
      Beijoos <3

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  3. POSTA LOGO
    EU VOU MORRER AQUI!
    POSTA LOGO

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    1. esta postado!! não morre não please ajdjsahdbkjasdh
      :)

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  4. Gente que capítulo foi esse? O Joe só queria ajudar e no final uma vizinha tem que fuder tudo mesmo!! Coitada dela cara! Joe vai atrás dela querido!!
    Amei u.u
    Fabíola Barboza

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    1. Joe todo fofo querendo conquistar Demi ai vem um povinho chato estragar adhjgsdajasgdajsdg pode ficar tranquila que Joe vai atrás dela :)
      fico feliz em saber que vc esta amando a mini-fic :)

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